sexta-feira, 12/08/2011

Sem Léo Silva, Dudu e Magnata, Galo perde protagonistas em jogada mortal

Embora a campanha seja irregular no Campeonato Brasileiro, o Atlético tem demonstrado ser especialista em fazer gols de cabeça. A jogada aérea atleticana foi responsável por 50% dos gols marcados pelo time no Campeonato Brasileiro. O Galo marcou 20 vezes no Nacional e dez vieram da arma mortal. Na próxima rodada, no domingo, às 16h, contra o Coritiba, a equipe não terá os três principais responsáveis pelo bom aproveitamento das bolas pelo alto: Leonardo Silva, Dudu Cearense e Magno Alves.

O zagueiro cumpre suspensão pelo terceiro amarelo e os outros dois não foram relacionados pelo técnico Cuca. Cada um deles já marcou dois gols de cabeça no Nacional.

Logo na estreia o time deu sinais que usaria bem o fundamento. Magno Alves marcou dois gols de cabeça contra o Xará Paranaense na vitória por 3 a 0. Na sequência, a equipe acionou novamente a jogada e os zagueiros Réver e Leonardo Silva deixaram suas marcas contra o Avaí.

Euler Junior/EM/D.A Press

Na partida ante o São Paulo, o zagueiro Léo Silva acertou a trave após um cabeceio e o time sofreu a primeira derrota no Campeonato ( 1 a 0). Só que na 4ª rodada, contra o Bahia, o baixinho Neto Berola também soube usar a cabeça para trazer um ponto de Salvador – empate por 1 a 1.

Queda no rendimento

O início da instabilidade atleticana na competição veio no duelo com o Atlético-GO. Além de não ter conseguido êxito nos lances pelo alto, o Galo ficou no empate por 2 a 2, em plena Arena do Jacaré. No compromisso seguinte, contra o Flamengo, a equipe até saiu na frente. Dudu Cearense marcou de cabeça o que parecia ser o começo de triunfo atleticano. Mas o Alvinegro cedeu espaços na defesa e viu Ronaldinho Gaúcho renascer no Brasileirão e comandar a vitória por 4 a 1 do Rubro-Negro.

Escassez pelo alto

Justamente no período em que deixou de marcar gols de cabeça, o Atlético passou a enfrentar as fases mais turbulentas no Campeonato Brasileiro. O Galo perdeu de goleada para Internacional (4 a 0) e Ceará (3 a 0) e venceu apenas o América (2 a 0), mas sem marcar com a jogada aérea. A vitória sobre o Coelho não trouxe a confiança necessária para levantar a cabeça do time, e a equipe foi derrotada por Santos e Vasco, ambos pelo placar de 2 a 1.

Esperança

A estreia do atacante André na disputa foi mais uma prova do poderio aéreo atleticano. O jogador fez de cabeça o gol da vitória contra o Fluminense e reacendeu a esperança de uma reabilitação alvinegra na competição. Porém, na 13ª rodada, o Atlético foi superado pelo Palmeiras (3 a 2), no Canindé. O segundo gol foi marcado por Wesley, quase sobre a linha, de cabeça, após cruzamento de Neto Berola.

Apesar de não ter vencido Grêmio e Figueirense, nas duas últimas rodadas, os lances pelo alto retornaram com força no Galo e, mais uma vez, Leonardo Silva fez de cabeça o gol de empate contra os gaúchos (2 a 2). Já Dudu Cearense marcou o gol de honra na derrota para os catarinenses (2 a 1).

Com a mudança de comando técnico no time e a chegada do técnico Cuca, o Alvinegro deve manter o aproveitamento na jogada mortal, mas precisa melhorar em outros quesitos para conseguir uma sequência de vitórias no Brasileirão. O Galo tem a terceira defesa mais vazada do Nacional com 27 gols sofridos. Perde apenas para América e Avaí.

Uai

 

Da redação do Plox

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