Cravar um lugar na lista das mais importantes personalidades da história do futebol mundial não acontece da noite para o dia. Isso só se torna realidade à base de dedicação, suor, empenho e trabalho árduo ao longo de toda a carreira. Mas é preciso também ser diferenciado, como foi com Pelé, Garrincha, Maradona e tantos outros. Hoje é dia de um desses gigantes do esporte completar 80 anos de vida, boa parte dela marcada por alguns dos mais emocionantes capítulos escritos dentro da seleção brasileira. Seu nome: Mário Jorge Lobo Zagallo, ou, simplesmente, Zagallo.
Natural de Maceió-AL, mas radicado no Rio de Janeiro, o Velho Lobo é uma das figuras mais representativas do futebol. Seja como jogador, treinador ou auxiliar técnico, sua história se confunde com a das vitórias da seleção brasileira. Afinal de contas, trata-se de alguém que participou ativamente de quatro das cinco conquistas mundiais da equipe verde-amarela.
Carreira. Como atleta, Zagallo defendeu América-RJ, Flamengo e Botafogo. Com a camisa do time "canarinho", ele esteve presente nos títulos das Copas de 1958 e 1962, atuando ao lado de craques como Pelé, Garrincha, Didi e Vavá.
"Nos anos 60, eu já era um jogador formado, jogando com Garrincha, Didi, Nilton Santos, Amarildo. Foi um momento histórico do futebol brasileiro, com grandes jogadores", relembrou Zagallo em entrevista à TV Estadão.

A trajetória como treinador não foi menos vitoriosa. No Flamengo e no Botafogo, ele teve passagens marcantes. O principal título por clube foi o da Taça Brasil (Campeonato Brasileiro) de 1968, quando liderava a equipe da Estrela Solitária.
Pela seleção brasileira, ficou incumbido de comandar um dos maiores - senão o maior - times da história do futebol, na Copa de 1970, no México. Entre os jogadores que integravam o elenco que encantou o mundo estavam atletas do Cruzeiro (Tostão, Piazza e Fontana) e do Atlético (Dadá Maravilha).
O Velho Lobo também brilhou em 1994, como braço-direito do técnico Carlos Alberto Parreira na vitoriosa campanha do tetracampeonato mundial. Em 1998, foi vice-campeão da Copa do Mundo na condição de treinador da seleção brasileira. Já na edição de 2006, novamente ao lado de Parreira, ele viu o Brasil cair para a França nas quartas de final.
Mesmo com 80 anos de existência, Zagallo não perde a lucidez e espera viver mais um bom tempo para ver as próximas glórias. "Lembro de tudo o que passei na minha vida, sempre agradecendo a Deus, que me botou como um brasileiro da seleção, o maior vencedor. Ninguém tem esses quatro títulos e ainda um vice-campeonato. É uma dádiva ter tantas conquistas", declarou ele ao site Terra.
Botafogo fará homenagem

Nada mais justo que uma homenagem do Botafogo a um de seus maiores ídolos, Zagallo, no dia em que ele vai completar oito décadas de existência. No domingo passado, o clube carioca anunciou que o Velho Lobo ganhará uma estátua na ala oeste do Engenhão. "É de grande importância na minha vida, pois homenagem depois de morto não é uma boa", brincou Zagallo.
O Tempo
Da redação do Plox
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