domingo, 26/06/2011

Como brigar: a diferença entre casais felizes e infelizes é como eles brigam

Não há nada como o começo de um relacionamento. Aquele sentimento vertiginoso de foco suave, quando cada música melosa parece ter sido escrita apenas para você. Mas, e no dia em que a música para? A primeira vez que um casal briga é como a flecha do cupido ao contrário; como se todo o amor meloso se transformasse em gritos e insultos. É um choque, especialmente após aquele glorioso período de lua de mel. Os dois lados terminam magoados e com dúvidas: “O que foi que deu tão errado?”

Nada para se preocupar -- aí vão boas notícias. Não somente nada está errado, como existem várias formas para melhorar.


 

Aprenda as regras básicas
“Algumas pessoas acreditam que casais felizes não brigam”, diz o psicoterapeuta e especialista em relacionamentos, Dr. Patty Ann Tublin. “Não é verdade. A diferença entre casais felizes e infelizes é como eles brigam -- de forma construtiva ou destrutiva.”

A chave é brigar de forma justa, e isso significa obedecer a umas simples regras básicas. Por exemplo, manter-se no assunto. “Não diga ‘ah, e outra coisa…’ e arraste a discussão para diversos outros problemas diferentes”, diz Tublin. “Atenha-se ao assunto.” Outra regra importante: Se as coisas começarem a sair de controle, retire-se da situação. “Se houver insultos e gritarias, apenas diga: ‘Esta conversa não é mais produtiva. Vamos voltar a ela em outro momento.’”

Verifique suas expectativas
Mesmo antes que a argumentação comece, isso ajuda a reconhecer o que é normal. De acordo com a especialista Alisa Bowman, nem toda disputa precisa de uma resolução. Os relacionamentos têm limites. “Seu outro significativo não vai ser seu tudo”, explica ela. “Você nem sempre concordará e nem sempre conseguirá convencer o outro do seu ponto de vista -- algumas vezes, você precisa concordar para discordar. E isso é totalmente normal.”

Igualmente importante é entender que não existem vencedores. “Se você ganha”, diz Bowman, “então a outra metade perde, de modo que, no fim, vocês dois perdem. Seu relacionamento está pior do que estava antes.” E mais, o “perdedor” pode guardar ressentimento que pode vir a ser o combustível da próxima briga. E assim o ciclo continua.

Dê um passo para trás
Na experiência de Alisa Bowman, muitas brigas se reduzem a um sentimento de não ser ouvido, mas reagimos a isso de forma errada. “Elevamos nossa voz e isso apenas aumenta a briga. Isso faz com que as pessoas se desliguem. Paradoxalmente, quanto mais alto você fala, menos é ouvido.” A solução, ela diz, é falar menos e escutar mais. “Se a sua namorada gritar com você, não grite de volta. Ouça e faça perguntas. Se você souber como agir, você se sentirá realmente poderoso. Você pode dizer a si mesmo: ‘Eu sei que sou uma boa pessoa, você sabe que eu sou uma boa pessoa, você apenas está se esquecendo disso agora.’ É como uma técnica de persuasão Jedi.”

Não há nada fácil nas técnicas de persuasão Jedi, é claro, especialmente no calor da batalha. Mas você pode praticar sem ter dezenas de brigas. “Todo mundo conhece alguém que fala demais ou que é briguento ou amargo”, diz Bowman. “É com eles que você tem de praticar. Apenas pratique escutar.”

Entendendo os acionadores
Os casais tendem a brigar sobre assuntos relativamente triviais, mas, sob essa queixa, muitas vezes existe um problema emocional muito mais profundo. “É normalmente um problema íntimo da infância que é acionado quando brigamos”, diz a conselheira matrimonial Sharon Rivkin. “E para realmente brigar de forma justa, precisamos saber sobre o que realmente estamos brigando. Portanto, eu pergunto às pessoas: ‘Por que você fica tão furiosa quando ele chega tarde? Você alguma vez já se sentiu assim antes?’”

Escavar até a infância de alguém para processar uma explosão sobre um atraso pode parecer um pouco extremo, mas o próprio ato de fazer essas perguntas e olhar além da briga é útil. “Ninguém sabe o que será o acionador da sua namorada para um sentimento conturbado até que isso aconteça”, explica Sharon. “Mas, a partir do momento em que você descobre qual é esse acionador, você ganha simpatia e compaixão por ela. Isso aproximará vocês.”

Aja cedo
Por fim, não espere até a quinquagésima briga para começar a colocar essa orientação em ação. “Suas primeiras brigas são muito preciosas, porque, no início de um relacionamento, você está mais propenso a ser agradável”,recomenda ela. “Quando você deixa que o ressentimento seja construído, então isso pode mudar -- alguns casais, na verdade, tentam levar o outro a brigar e tudo acaba girando em torno de culpa e humilhação.”

Assim, quando a primeira briga começar, aceite-a. O período de lua de mel pode ter terminado, mas o seu verdadeiro relacionamento está apenas começando.
Por Sanjiv Bhattacharya
 

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