A interferência da família, o ciúme dos filhos, a crise financeira e a dificuldade para engravidar são alguns dos fatores que comumente provocam a dissolução de um casamento. Terapeutas alertam que é necessário saber discutir e compreender as dificuldades um do outro para que a vida a dois possa ser duradoura. Em alguns casos, a forma de o casal enfrentar uma dificuldade pode até contribuir para o amadurecimento da relação.
Estudos psicológicos indicam que os casais encaram as crises geralmente de três formas: conversam antes de eclodirem os acessos de raiva; explodem e entram em acordo logo depois; ou simplesmente deixam de lado o fator estressante, centralizando-se nos aspectos positivos da relação.
Qualquer que seja a solução encontrada para resolver as crises, os terapeutas de casais explicam que o importante é que as interações positivas superem as negativas. A psicologia alerta que os maiores vilões do casamento são a crítica, o desrespeito, o comportamento agressivo e o retraimento, e que para combatê-los o casal deve cultivar o apoio, o interesse, o respeito e o carinho.
Quando há dificuldade para engravidar:
A melhor saída é realizar um projeto em comum, que pode ser profissional, social ou religioso. O casal tem de aceitar a situação, entendendo que podem fazer muito por uma criança, mesmo que não seja um filho biológico. Mas antes de se declarar infértil, a mulher deve procurar um médico junto com o marido para que sejam verificadas as possibilidades de tratamentos para a fertilização.
Quando ele tem ciúmes do bebê
É muito comum que as mulheres passem a dispensar mais atenção ao filho do que ao marido, logo depois do parto. Está certo que o bebê precisa de muitos cuidados e da presença física da mãe constantemente. No entanto, esta fase tem que ser dividida com o pai, para que ele se sinta integrado na experiência de ter um filho. Se a mulher centraliza toda a responsabilidade nela, o companheiro pode se sentir excluído. O casal precisará de muita paciência e compreensão para estar pronto a renunciar a vários momentos a dois, por causa do novo integrante da família. Se bem administrada, a nova situação pode ser altamente enriquecedora.
Quando a sogra vem morar em casa
Por causa do envolvimento afetivo com o cônjuge, marido ou mulher sentem-se constrangidos em impor limites aos sogros dentro de casa, aí começam as brigas do casal. Mas é possível evitar esses problemas se forem esclarecidas as regras da casa e for dada alguma atividade para os sogros. As mulheres devem entender que mãe e pai têm uma importância diferente na vida do cônjuge.
Quando ele perde o emprego
Não ter dinheiro para pagar as contas do mês certamente é um dos maiores medos da maioria dos trabalhadores brasileiros. Quando o homem perde o emprego, esta fobia torna-se ainda maior. Mesmo que a esposa trabalhe, o homem costuma sentir-se muito magoado e frustrado, tendendo a brigar com a família. O que as mulheres devem fazer nesta situação é, acima de tudo, serem solidárias ao marido e não cobrarem soluções rápidas para a crise financeira, já que o companheiro também não sabe como resolvê-la. O casal sairá mais fortalecido do problema se aprender a conviver com a situação.
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