domingo, 28/12/2008

Álcool e Festividades

As festas de Natal e Ano Novo, que deveriam significar apenas momentos de alegria e descontração, acabam também influenciando o consumo abusivo de bebidas alcoólicas e, conseqüentemente, expondo os consumidores aos seus desdobramentos, entre eles acidentes de trânsito, violência, afogamentos, entre outros problemas graves. O CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, maior fonte de informação no País sobre o binômio saúde e álcool, alerta a população para os riscos ocasionados pelo consumo exagerado de bebidas alcoólicas durante as festas de fim de ano.

O uso nocivo de álcool tem exercido papel preponderante no agravamento das estatísticas na época das festividades, na medida em que provoca diversos efeitos nas pessoas, que se estendem desde a desinibição social e relaxamento (com doses baixas) até a sonolência, fala pastosa e coma (com doses mais elevadas). Apesar da severidade dos efeitos aumentar em relação direta com o aumento do consumo de álcool, pode haver perda de reflexos e prejuízos no julgamento crítico a partir da ingestão das primeiras doses, já que a tolerância ao álcool varia de indivíduo para indivíduo. É aí que há o perigo da mistura de álcool e direção. A ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo que em uso moderado (até três doses diárias para homens e duas doses para mulheres) está associada com dirigir em velocidade excessiva e ocorrência de acidentes fatais de trânsito.

A combinação de bebida alcoólica e banho de mar pode tornar-se perigosa, principalmente quando associada à imprudência e desconhecimento das áreas de perigo nas praias. Dados divulgados pela Secretaria da Justiça e da Segurança do Estado do Rio Grande do Sul indicam que, em 2007, 44,9% das vítimas de afogamentos estavam embriagadas.

Outro fator preocupante nesta época de festividades é o aumento de episódios de violência envolvendo pessoas que abusam do álcool, o que acaba gerando brigas, acidentes de trânsito, homicídios e até suicídios.

Em época de festividades, outra conseqüência freqüente é a ressaca do dia seguinte. O CISA reforça que o uso de medicamentos utilizados para preveni-la não é eficaz e, pior, pode potencializar a ação lesiva do álcool sobre a mucosa gástrica. Este tipo de remédio pode, ainda, agravar a inflamação do estômago e piorar as náuseas e vômitos, no caso de conter a substância ácido acetil salicílico.

Estes feriados de Natal e Ano Novo serão os primeiros após a implementação da Lei Seca e há uma expectativa geral de que a nova legislação provoque reflexos positivos nas estatísticas de fim de ano, auxiliando na redução das taxas de violência, homicídios e acidentes de trânsito associados ao consumo abusivo de álcool.

Sobre o CISA
O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA, organização não governamental lançada em 2004 pelo psiquiatra e especialista em dependência química Arthur Guerra de Andrade, é hoje a maior fonte de informações no País sobre o binômio álcool e saúde. O CISA dispõe de um banco de dados com mais de 1.600 títulos, desde publicações científicas reconhecidas nacional e internacionalmente, dados oficiais, até notícias publicadas em jornais e revistas destinados ao público em geral. Além de estar comprometido com o avanço do conhecimento na área de saúde e álcool, o Centro também atua na prevenção do abuso e nos problemas do uso indevido da substância, por meio de parcerias e elaboração de materiais de apoio a pais e educadores.
 

Universo da Mulher

Aplique a Lei, hoje!

Enviado por Jeíce Catrine (não verificado) em qua, 31/12/2008 - 12:00.

A Lei seca tem se mostrado eficiente, no entando, a fiscalização ainda é muito precária. No ano inteiro e , especialmente durante feriados, deve-se ter uma atenção especial a efetiva aplicação desta lei, possibilitando, dessa forma, a preservação de muitas vidas.


Reflitamos! agora!

Enviado por Patrício (não verificado) em qua, 31/12/2008 - 09:51.

"O bafômetro é um aparelho que permite determinar a concentração de bebida alcóolica em uma pessoa, analisando o ar exalado dos pulmões. O álcool presente no "bafo", é convertido em ácido acético." Raramente se vê as autoridades policiais fazendo uso deste equipamento. Não devemos deixar um doente sem remédios. Temos dados, tragédias suficientes para exigirmos ações para diminuir o número de motoristas embriagados e também de pessoas bêbadas em lugares perigosos. Quem fez uso de bebida alcoólica não pode dirigir e se for pego deve ter a CNH(Carteira Nacinal de Habilitação) apreendida. Obrigado pela oportunidade.


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