segunda-feira, 27/04/2009

Dia das Mães: O Nascimento da Mãe

Em algum momento depois do nascimento do filho vem aquela sensação de estranheza e de que nada será como antes.

Isso pode acontecer ainda na maternidade, em casa, depois da primeira noite insone, no primeiro passeio na rua...
Não existe um momento preciso para a mãe nascer.
A sensação, a princípio, não é boa nem ruim, só é diferente.

Aos poucos, a mulher vai se dando conta de que nada será como antes, porque ela mesma é uma pessoa completamente nova.
É claro que vai continuar cultivando seus defeitos e suas qualidades, características que já tinha antes de a barriga crescer... Mas às qualidades, vão se somar outras.

Por isso, não precisa se assustar com a nova fase.
É natural levar um tempo até se adaptar a esse novo papel.
A mudança na vida ocorre principalmente porque a maternidade é a primeira experiência irreversível da vida adulta.

Você, com certeza, já ouviu dizer que “filho é para sempre”.
Se por um lado dá um certo medo, por outro, vem o prazer de saber que essa felicidade de ter um filho por perto não vai acabar, vai permanecer por muito tempo.

Durante a gravidez, a mãe já começa a criar uma ligação com o bebê.
Mas é sem dúvida depois que ele vem ao mundo que ela também nasce como mãe.
É o contato físico e a convivência que fazem surgir o amor materno.
Esse amor, que apesar de incondicional, tem suas contradições. Lidar com sentimentos opostos é um dos grandes desafios dessa nova fase.

Uma das primeiras sensações que aparecem com a maternidade é a de onipotência.
A mãe, e “só ela, sabe o que é bom para o bebezinho”.
Mas, ao mesmo tempo, vem a insegurança, a dúvida de estar fazendo a coisa de modo certo...

Não é de se estranhar esta confusão...
Não existe curso que ensine a ser mãe.
As mulheres são todas autodidatas neste assunto.
Não podia ser diferente.

Apesar da falta de manual, o organismo da mulher, desde a adolescência, se prepara todo mês para a maternidade.
Quando isso realmente acontece, vem a sensação de plenitude.
Para muitas, ser mãe é também uma forma de lutar contra a solidão e a angústia da morte. Com um bebê nos braços é impossível sentir-se só.

É importante que essa mãe que nasce junto com o filho, amadureça com ele.
A maternidade é uma oportunidade maravilhosa de se transformar, de livrar-se de preconceitos, de olhar o mundo com outros olhos, ternos como os do filho.

O autor é ginecologista e obstetra, dirige a Clínica Genesis, em São Paulo.
 

Universo da Mulher

Comentar

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Tags HTML permitidas: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd>
  • Quebras de linhas e parágrafos são feitos automaticamente.

Mais informações sobre as opções de formatação



Entre em contato
© 2008-2012 plox.com.br Todos os direitos reservados. Primeiro portal de notícias e entretenimento do Vale do Aço