quarta-feira, 17/12/2008

Transtorno emocional na infância pode gerar problemas para toda a vida




Uma mentirinha, uma briguinha no colégio, ciúmes do irmão, certa vergonha de conversar com alguém que acabou de conhecer ou se expor em público. Coisas naturais na infância e na adolescência, saudável para o amadurecimento, uma vez que é nessa fase que o ser humano se desenvolve, tanto fisicamente quanto emocionalmente.

São as vivências nesse período que, acumuladas, estruturam o caráter e, muitas vezes, determinam as atitudes e ações do indivíduo quando adulto. Mas essas ações e reações freqüentes podem ser indícios de algum transtorno emocional. Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, há transtornos que têm seu início especificamente nessa fase de desenvolvimento do ser e, se não tratados, podem acarretar grandes conseqüências para toda a vida.

De acordo com a médica, o ambiente em que a criança vive exerce grande influência em sua vida emocional e em sua identidade. “São os valores e experiências vividas pelas crianças, e a forma como são ensinados o que é o certo e de como agir diante de situações contrárias, que vão construir os seres do futuro”, explica Soraya.

Ela ainda alerta os pais a ficarem atentos às atitudes dos filhos. Na maioria das vezes, a criança apresenta reações e ações dentro de casa, com os membros da família, que devem ser amparados por um profissional e o apoio dos parentes. Alguns indícios são: o medo da separação dos pais, de se relacionar com outras pessoas ou o ciúme do irmão que, exagerados, podem ser diagnosticados como transtornos emocionais.

As manifestações excessivas de agressividade e de tirania; crueldade com relação a outras pessoas ou a animais; destruição dos bens de outrem; condutas incendiárias; roubos; mentiras repetidas; cabular aulas e fugir de casa; crises de birra e de desobediência devem ser observadas pelos pais, pois essas atitudes anormais, freqüentes e graves podem ser caracterizadas com um distúrbio de conduta.

“Os transtornos de conduta são caracterizados por padrões persistentes de conduta agressiva ou desafiante. Tal comportamento deve comportar grandes violações das expectativas sociais próprias à idade da criança. Deve haver mais do que as travessuras infantis ou a rebeldia do adolescente e se trata de um padrão duradouro de comportamento”, explica Soraya.

Ela relata que em seu consultório há casos de crianças com atitudes extremamente cruéis. “Eles matam animais, como passarinhos, pelo puro prazer de ver o outro ser sofrer”, conta.

Os principais transtornos na infância
Distúrbio de conduta restrito ao contexto familiar - é caracterizado pela presença de um comportamento dissocial e agressivo, manifestando-se exclusiva ou quase exclusivamente em casa e nas relações com os membros da família nuclear ou as pessoas que habitam sob o mesmo teto. A presença de uma perturbação, mesmo grave, das relações pais-filhos não é por isso só suficiente para este diagnóstico.

Transtorno ligado à angústia de separação - a ansiedade está focalizada sobre o temor relacionado com a separação. Segundo Soraya, ocorre pela primeira vez durante os primeiros anos da infância. Distingue-se da angústia de separação normal por sua intensidade, gravidade, evidência excessiva, ou por sua persistência para além da primeira infância.

Transtorno fóbico ansioso da infância - caracterizado pela presença de medos da infância, altamente específicos de uma fase do desenvolvimento, e ocorrendo, num certo grau, na maioria das crianças, mas cuja intensidade é anormal.

Distúrbio de ansiedade social da infância - caracterizado pela presença de retraimento com relação a estranhos e temor ou medo relacionado com situações novas, inabituais ou inquietantes.

Transtorno de rivalidade entre irmãos - a maior parte das crianças fica perturbada pelo nascimento de um irmão ou de uma irmã. Neste transtorno, a reação emocional é evidentemente excessiva.

Possíveis causas do trauma
Soraya apresenta um ranking dos eventos que podem levar um jovem ao transtorno emocional.
1. Perda de um dos pais (morte ou divórcio)
2. Urinar na sala de aula
3. Perder-se; ser deixado sozinho
4. Ser ameaçado por crianças mais velhas
5. Ser o último do time
6. Ser ridicularizado na classe
7. Brigas dos pais
8. Mudar de classe ou de escola
9. Ir ao dentista/hospital
10. Testes e exames
11. Levar um boletim ruim para casa
12. Quebrar ou perder coisas
13. Ser diferente (sotaque ou roupas)
14. Novo bebê na família
15. Apresentar-se em público

Tratamento
Segundo a médica e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho, o sucesso do tratamento está no correto diagnóstico da causa básica ou específica do que leva o jovem a adotar certa atitude. O tratamento inclui terapia para a criança e a família, podendo ser utilizado também medicamentos.

Referencias do texto

Enviado por Anônimo (não verificado) em qui, 14/01/2010 - 15:26.

No ranking dos eventos estressores a autora da matéria poderia ter citado a referencia do livro de onde tirou esta informação "transtornos emocionais na escola:alternativas teóricas e práticas", pois para quem não leu o livro parece que a sugestão foi da Dra. Soraya.


Transtorno

Enviado por Donizeti (não verificado) em sab, 12/12/2009 - 09:12.

Tenho 53 anos e também sofro deste tipo de transtorno....A pressão e a inquietação vao aumentando gradativamente até que fujo para longe abandonando família e emprego sem dar a mínima satisfação . Tendo um certo alivio no começo mas me sentindo péssimo logo depois e me faltando coragem para retornar o pensamento em abandonar o mundo é também recorrente.
O que fazer?


Sofri muito na infância,com

Enviado por ANA (não verificado) em qua, 07/10/2009 - 23:34.

Sofri muito na infância,com alcolismo,brigas entre meus pais e insegurânça...
Vivi maritalmente com o pai de meu filho 11 anos,uma convivência turbulenta,com re-
flexos do relacionamento dos meus pais.Sempre comparando atitudes de
meu companheiro e penssando comigo será diferente,agindo com prevenção
em meu relacionamento...Sai de casa,separamos...Meus pais já divorciados
nesta ocasião,só com um filho para criar,contei financeiramente com meu pai.
Que já encontrava-se completamente alcoolatra,dia após dia temia meu pai
ser atropelado bebado,cair na rua,fiz loucuras para dar sentido a vida d'ele.
Levava ele ao médico,para tratamento....Iniciava o tratamento...abruptamente
ele voltava a beber sempre mais...chegou ao ponto de procurarmos ele por dias.
Fui ficando fraca emocionalmente,emagreci muito...queria reverter o quadro
de meu pai...ele falava só...nada concreto,chegou a tomar perfume.
Derrepente dormi,quando acordei foi cheia de sonhos e fantasias;*o cigarro
que eu fumava contia petalas de rosas,o alcool que meu pai ingeria era remedio,
meu filho era um clone,minha mãe uma madrasta,meu namorado motorista
de caminhão era empresário,eu era uma moça rica com guardas-costa internaram-me
em um hospital psiquatrico.NESSA EPOCA EU JÁ ESTAVA COM 33 ANOS DE
IDADE...O QUE OCORREU COMIGO?
Pode me ajudar...dar sua opinião? Hoje tenho 41 anos,meu pai já faleceu,moro
só com meu filho...Sou louca,doente mental.Qual sua opinião?
Qual seria o melhor tratamento,por favor ajude-me,responda-me.
O que houve,um abraço que Deus a ilumine.


Sofri muito na infância,com

Enviado por ANA (não verificado) em qua, 07/10/2009 - 23:32.

Sofri muito na infância,com alcolismo,brigas entre meus pais e insegurânça...
Vivi maritalmente com o pai de meu filho 11 anos,uma convivência turbulenta,com re-
flexos do relacionamento dos meus pais.Sempre comparando atitudes de
meu companheiro e penssando comigo será diferente,agindo com prevenção
em meu relacionamento...Sai de casa,separamos...Meus pais já divorciados
nesta ocasião,só com um filho para criar,contei financeiramente com meu pai.
Que já encontrava-se completamente alcoolatra,dia após dia temia meu pai
ser atropelado bebado,cair na rua,fiz loucuras para dar sentido a vida d'ele.
Levava ele ao médico,para tratamento....Iniciava o tratamento...abruptamente
ele voltava a beber sempre mais...chegou ao ponto de procurarmos ele por dias.
Fui ficando fraca emocionalmente,emagreci muito...queria reverter o quadro
de meu pai...ele falava só...nada concreto,chegou a tomar perfume.
Derrepente dormi,quando acordei foi cheia de sonhos e fantasias;*o cigarro
que eu fumava contia petalas de rosas,o alcool que meu pai ingeria era remedio,
meu filho era um clone,minha mãe uma madrasta,meu namorado motorista
de caminhão era empresário,eu era uma moça rica com guardas-costa internaram-me
em um hospital psiquatrico.NESSA EPOCA EU JÁ ESTAVA COM 33 ANOS DE
IDADE...O QUE OCORREU COMIGO?
Pode me ajudar...dar sua opinião? Hoje tenho 41 anos,meu pai já faleceu,moro
só com meu filho...Sou louca,doente mental.Qual sua opinião?
Qual seria o melhor tratamento,por favor ajude-me,responda-me.
O que houve,um abraço que Deus a ilumine.


Ajuda sobre como ter uma vida "normal"

Enviado por Anônimo (não verificado) em qua, 17/06/2009 - 15:33.

Eu estava lendo esta matéria para ver se alguns destes comportamentos tinham relação com o meu jeito de agir, timidez em excesso perto de meninas, medo de fazer uma apresentaçao(como ir na frente da sala para apresentar um trabalho), vergonha e também não conseguir tirar notas boas ,ou rasuaveis, no colégio mesmo estudando muito e prestando atenção na aula.

Uma das possiveis causas eu que li
-Ser o último do time
-Ser ridicularizado na classe(Nao ao extremo, como Bulling)
-Levar um boletim ruim para casa
-Apresentar-se em público

Eu ja tentei ir em psicologos e psicopedagogos mas mesmo assim nao melhorei muito.

Se podesse ter alguma solução, dica, qualquer coisa eu fica muito grato.


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