quinta-feira, 09/06/2011

Após troca na Casa Civil, PT e PMDB duelam por ministério

A troca promovida pela presidente Dilma Rousseff - com a escolha de Gleisi Hoffmann para o lugar de Antonio Palocci no comando da Casa Civil - foi o estopim para uma nova disputa no governo.

Os petistas querem definir, o mais rapidamente possível, um nome para substituir o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. A saída de Sérgio, que tem atuação considerada pífia por parlamentares governistas, já é dada como certa por interlocutores do Palácio do Planalto. O receio do PT é que o PMDB, principal aliado de Dilma, reivindique o ministério.

Para tentar apaziguar o clima, o vice-presidente Michel Temer disse ontem que o PMDB não quer a articulação política do Palácio do Planalto, mas "não abre mão de discutir o nome do escolhido". Ontem, Luiz Sérgio almoçou com Dilma para definir o seu futuro.

Ontem à noite, em reunião do PMDB no Palácio do Jaburu, o nome da ministra da Pesca, Ideli Salvati, foi rejeitado para substituir Luiz Sérgio. Os peemedebistas apontam o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para a articulação política.

Já no PT, o nome mais forte é o do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Entretanto, ele enfrenta forte resistência por parte do PMDB. Além disso, há uma ala do PT que reclama da atuação de Vaccarezza nas derrotas sofridas pelo governo no Congresso, como a votação do Código Florestal e a blindagem a Antonio Palocci.

No PMDB, a avaliação é que Vaccarezza ficou meio atordoado com a derrota para Marco Maia (PT-SP) na presidência da Câmara.

O consenso entre os líderes governistas é que o escolhido deve sair da Câmara, para compensar a escolha da senadora Gleisi Hoffmann para o lugar de Palocci. Mas o PT discutia, em várias reuniões com o presidente Rui Falcão, alternativas novas, como o nome do desconhecido Olavo Noleto, que sucedeu o hoje ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na Secretaria de Assuntos Federativos. "Olavo Noleto? Se ligar para mim não vou nem saber quem é", comentou um peemedebista.

Sobre a proposta de Temer assumir o comando da articulação política, que chegou a ser ventilada no Planalto, os peemedebistas torcem o nariz. "É colocá-lo num degrau abaixo. Michel tem que ter poder, mas não pode ter cargo de ministro", disse um peemedebista.

 

 

Gleisi rejeita articulação e faz afago à base aliada

Brasília. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez ontem seu discurso de posse na chefia da Casa Civil, destacando que não vai conduzir a articulação política do governo.

Em um afago à base aliada, ela disse que foi escolhida devido a sua trajetória política e que a presidente Dilma Rousseff demonstrou apreço ao Congresso com a escolha. "A exemplo de Dilma, acredito que a política dá sentido à técnica e que esta qualifica a política", afirmou.

Ela substitui Antonio Palocci, que pediu demissão anteontem. "Foi na Casa Civil que a presidente Dilma mostrou sua capacidade para conduzir a nação no desenvolvimento. Pretendo trabalhar com a mesma lealdade e seriedade da presidente", disse Gleisi.

"Estou à disposição para decidir com todos, de acordo com a disponibilidade de Dilma e Michel Temer (vice-presidente)", afirmou Gleisi Hoffmann, que é mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

Apoio. Mais cedo, Bernardo havia rebatido as críticas de que sua mulher não tem experiência para o cargo. "Ela tem muito traquejo político. Já provou isso", afirmou.

Paulo Bernardo confirmou que a ministra não fará articulação política. Ele evitou comentar como será o sistema de relacionamento político entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

Dilma diz que oposição "não vai inibir governo"

Brasília. Ao encerrar o discurso que deu posse à nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, a presidente Dilma Rousseff disse que a oposição não vai "inibir as ações do governo".

Foi uma reação ao enfrentamento que o Planalto teve nas últimas semanas no Congresso, em que parlamentares acabaram impondo derrotas ao governo com a fragilização do principal articulador político, Antonio Palocci. "A pressão e as críticas são da regra democrática e não vão inibir a ação do meu governo. Jamais ficaremos paralisados diante de embates políticos. Sabemos travar o debate e ao mesmo tempo governar", afirmou a presidente.

"Temos programas a executar e vamos executá-los, com rigor e com dedicação. O nosso governo, ministra Gleisi, tem metas e vai alcançá-las", afirmou Dilma. "Com o apoio da base aliada e também com o apoio e a compreensão das oposições, desde que entendam que o interesse nacional deva se sobrepor à luta política conjuntural, vamos cumprir nosso papel", concluiu.

O TEMPO

 

Da redação do Plox

DILMA MOSTROU QUE SABE CONDUZIR?????

Enviado por Anônimo (não verificado) em qui, 09/06/2011 - 15:37.

A DILMA ESTÁ MOSTRANDO É QUE NÃO APRENDEU NADA COM O LULINHA PAZ E AMOR; POIS ESTE GOVERNO ESTÁ MAIS BAMBO QUE GRELO DE BAMBU AO VENTO;;;;;;;;;

AGUARDEMOS A PRÓXIMA JOGADA; DEVE COLOCAR OUTRA FIGURA ILUSTRE DESCONHECIDA NO LUGAR DO LUIZ SEGIO;;;;;;;;;;;;

ÊTA PARTIDÃO DANADO DE CHAVEQUEIRO SÔ.............................


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