quinta-feira, 29/07/2010

Atalho na BR 381 em Timóteo é questão de segurança regional

A audiência pública realizada na noite desta terça-feira (27) no plenário da Câmara foi proveitosa para discutir uma questão não só do município de Timóteo, mas de toda a região do Vale do Aço: o atalho criado no bairro Nova Esperança (Timóteo) com a BR 381. De autoria do vereador Moacir de Castro (PSDB), o encontro teve como objetivo buscar soluções para os motoristas que passam todos os dia pelo local e para a comunidade dos bairros da proximidade: Nova Esperança, Alegre e Santa Terezinha. Segundo Moacir as pessoas que usam o atalho estão correndo risco de vida. “Nesse trecho do atalho não há sinalização nenhuma, nem vertical nem horizontal. O acesso é um aclive sem pavimentação e ainda há um tráfego intenso de carreta para os dois lados, sem falar de outros tipos de veículos”, observou o vereador. O atalho é usado para encurtar o caminho de quem precisa fazer o trajeto Timóteo – Ipatinga. Além desse, há mais dois atalhos recentemente abertos bem perto.

Para o parlamentar, a resolução do problema necessita de vontade política do Executivo, Legislativo, órgãos competentes como o DNIT, autoridades em geral e a comunidade. “Precisamos de movimentação política. O Vale do Aço todo quer regulamentar aquele atalho, é uma nova opção de acesso entre as cidades, para quem trabalha em uma cidade e mora na outra, para quem precisa ir de Timóteo ao Hospital Márcio Cunha, entre outras demandas”, ressaltou Moacir. Ele indica algumas soluções como o asfaltamento do acesso, sinalização e a instalação de uma barreira eletrônica dos dois lados da BR.

Outra demanda, dessa vez da comunidade local, é uma passarela para ligar os bairros Nova Esperança e Alegre, já que cada um fica de um lado da rodovia. “Os moradores não acham ruim o fluxo de veículos no atalho, o que eles querem é a passarela mesmo para poderem atravessarem com segurança. Existe há anos um projeto de uma passarela por cima da linha férrea que tá de posse do pessoal da associação. Esse local é perigoso, tem que pensar e passar rápido devido ao trânsito de caminhões”, acrescentou.

A presidente da Casa, Guaraciaba Gomes Martins Araújo (PMDB), que também participou da audiência, lembrou de outro problema criado com a construção do anel rodoviário: a creche do bairro Santa Terezinha. “Com a BR, a creche teve que mudar de endereço, e ficou a promessa de que uma nova sede seria construída. Mas até hoje essa situação não foi resolvida”, lamentou.

DNIT

Estiveram presentes na audiência, além do vereador e autor do evento Moacir de Castro (PSDB) e da presidente da Câmara, os vereadores José Vespasiano - Vespa (PT); Keisson Drumond (PT) e Willian Salim (PPS); a tenente Heloíza, representando a 85 Cia Polícia Militar; os secretários municipais de Governo, José Constantino – Coronel e o de Obras, José Geraldo; representantes do Conselho Comunitário e das associações de bairros; comunidade local. Também foi convidado o engenheiro do DNIT de Governador Valadares, Ricardo Luiz Teixeira, mas não compareceu. “O DNIT não veio, não se dignou a atender nosso convite.

O DNIT seria o principal ator desse projeto para dar mais segurança, conforto e mobilidade à população. Considero uma falta de respeito com a Câmara e com o povo. Como representante do povo percebi que a população do Vale do Aço tem corrido riscos porque é uma questão de segurança mesmo. Estou dando o primeiro passo para buscar soluções, mas sem nenhum representante do DNIT o que dá para fazer são só encaminhamentos”, lamentou. Coronel também comentou a ausência do engenheiro do DNIT. “É triste quando um órgão não vem aqui para discutir uma questão tão conflitante e importante. O próprio DNIT já reconhece o desvio, tendo em vista que colocou placas indicando o atalho”, afirmou.

Os representantes da prefeitura e da polícia militar também falaram sobre o trânsito. “A imprudência dos motoristas que usam aquele acesso é grande. Não podemos depositar tudo no governo. Trânsito também é uma questão de educação”, falou tenente Heloíza. O secretário de Obras, José Geraldo disse que existem apenas duas opções por parte da administração municipal para resolver o problema do acesso. “Temos ali duas soluções, uma seria fazer a alça para que o acesso à BR 381 fosse seguro, mas não temos recursos para fazer uma obra vultuosa como essa. Outra opção seria fechar o acesso, mas isso a comunidade não quer”, informou. Durante a audiência, um momento foi disponibilizado para que os moradores falassem de suas demandas.

Multas também são debatidas na audiência

Durante a audiência, o questionamento das multas de trânsito também ganharam força. As cobranças, que tiveram início em maio, têm gerado insatisfação na população e muita discussão. “Mais de cinco mil pessoas foram multadas. Em todo lugar que a gente vai na cidade, só se fala de multa. Já fizemos a defesa prévia de mais de 60 notificações de multa. Não queremos ir para a justiça, queremos conversar, resolver o problema de forma amigável. Sei que o município precisa da receita, mas há meios legais para isso”, observou Moacir de Castro.

O tempo de duração do sinal amarelo, que atualmente é de três segundos, é um dos responsáveis pelo número de multas, tendo em vista que o tempo é considerado insuficiente para que o motorista passe pelo semáforo, sem mudança do sinal para o vermelho. O secretário de Governo, José Constantino, disse que a questão será resolvida. “Vamos buscar viabilizar o sinal amarelo com o tempo de cinco segundos, é o suficiente para que o motorista possa passar , sem ser multado O prefeito já determinou que seja feito um estudo técnico para aumentar a duração do sinal amarelo”, afirmou.

 

 

 

 

Da redação do Plox

Pára de palhaçada! O povo precisa do atalho!

Enviado por Anônimo (não verificado) em qui, 29/07/2010 - 17:06.

O povo é pobre e precisa economizar! Querem arrumar aquilo lá? Asfaltem e coloquem placas!


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