segunda-feira, 08/08/2011

Audiência Pública reúne lideranças políticas, para debater prioridades da segurança pública do Vale do Aço

Situação alarmante da violência e o tráfico de drogas na Região do Vale do Aço foram os temas centrais da Audiência Pública da ALMG – Assembléia Legislativa de Minas Gerais realizada, ontem, 08/08, na Câmara Municipal de Ipatinga.

A reunião foi convocada pela Deputada Estadual Rosângela Reis e teve como destaque principal o debate em torno dos projetos do Governo do Estado para área da segurança como: o CIA – Centro de Internação de Adolescente, a ampliação do Programa Fico Vivo e a implantação da APAC – Associação de Proteção aos Condenados.

O Deputado Estadual Sargento Rodrigues presidiu a Audiência cuja mesa foi composta pelo vereador José Geraldo Amigão, representante da Câmara de Ipatinga, o Promotor da Comarca de Ipatinga, Cesar Augusto dos Santos, o Comandante da 12ª Região da PM, Cel. Geraldo Henrique Guimarães, o Delegado Geral e Chefe do Departamento de Policia de Ipatinga, Walter do Rosário Souza Felizberto, o Defensor Público da Comarca de Ipatinga, Altair Pereira de Azevedo, o Prefeito de Mesquita e Presidente da Amva – Associação dos Municípios da Micro Região do Vale do Aço, José Euler, o Delegado Regional de Ipatinga, João Xingo, o Comandante do 14º Batalhão da PM, Tenente Coronel, Francisco de Assis de Oliveira, o Defensor Público, Altair Pereira e a Juíza de Ipatinga, Marli Maria Branco Andrade.

ESCALADA DA VIOLÊNCIA

Em 2007, foi realizada uma Audiência sobre o mesmo assunto também requerida pela Deputada Rosângela Reis. A parlamentar afirmou que nesses dois anos houve “alguns pequenos avanços, mas temos que compreender que a região é estratégica, pois nossos municípios são atravessados pela BR 381 e tornou-se alvo da prostituição de menores e o tráfico de drogas”, alertou.
A preocupação da deputada foi reforçada pelo Coronel Geraldo Henrique Guimarães que expõs os números da escalada da violência no município. De acordo com o militar, em2001 foram registrados 29 homicídios em Ipatinga. Em 2007, ano da primeira audiência, os assassinatos subiram para 46 casos. Ano passado, 2010, Ipatinga conviveu com 48 homicídios. O primeiro sementre de 2011, também é desanimador com 21 assassinatos já notificados.

“A violência é um problema de multiplas facetas que vão desde a legislacão às questões sociais . A Polícia Militar trabalha muito. Só no ano de 2010 foram apreendidadas mais de 2.600 armas. Tivemos no Estado o fortalecimento do efetivo com mais de 13 mil soldados. O Vale do Aço ganhou 20 viaturas. Tudo isso são investimentos do Governo, mas temos que investir mais na prevenção”, defendeu o Coronel.

DEFENSORIA PÚBLICA

Outro avanço mencionado na Audiêcia foi o concurso público para 150 novos defensores públicos. De acordo com o Defensor Público de Ipatinga, Altair Pereira o órgão tem um papel importante também no combate à criminalidade porque pode dar “maior rapidez aos processos e ajudar na conciliação de conflitos”. Ipatinga recebeu quatro novos defensores e terá em setembro deste ano a nomeação de outro quatro novos defensores públicos. A nota extremamente negativa é o fato de que somente o município de Ipatinga dispõe desse serviço. Cidades como Coronel Fabriciano e Santana do Paraíso dependem da Comarca de Ipatinga para obter o servico gratuito de advocacia.

PROJETOS PARA 2012

Os participantes da audiência elencaram os principais projetos que mobilizam as lideranças políticas do Vale do Aço. Na opinião unanime das autoridades presentes, a região precisa de investimentos imediatos para conter o avanço da criminalidade. Entre os principais estão, o CIA – Centro de Internação de Adolescentes que custará R$ 11 milhões e já tem o terreno definido em Santana do Paraíso; a ampliação do Programa Fica Vivo que atualmemte fica situado no bairro Betânia, mas ganharia também duas novas unidades, uma no bairro Esperança em Ipatinga e outra no município de Coronel Fabriciano. Também foram muito discutidas a implantação da APAC – Associação de Proteção aos Condenados que integra sistema prisional e comunidade; e a reforma e ampliação do CERESP, preparado para receber 120 pessoas e que atualmente acomoda 500 pessoas.

AUSÊNCIAS

Apesar da boa participação de representantes da sociedade civil, Polícia Militar e Civil, vereadores e deputados, a ausência dos prefeitos das cidades do Vale do Aço foi notada como um ponto negativo pela deputada Rosângela Reis. Somente o Prefeito de Mesquita e Presidente da Amva, se fez presente na audiência.

 

Da redação do Plox

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