domingo, 30/05/2010

Começam as eleições em Ipatinga e mais cinco cidades de Minas

 O PLOX Transmitirá a apuração das eleições ao vivo, diretamente do Fórum de Ipatinga

Domingo - 17 horas

Veja também : Candidatos fazem último comício

                           Veja as carreatas dos candidatos 

Dezenove meses após as eleições de 2008, os quase 224 mil eleitores de cinco cidades de Minas Gerais – Ipatinga, Cuparaque, São João do Paraíso, Almenara e Santa Juliana – retornaram às urnas neste domingo (30) para a escolha de seus novos prefeitos e vice-prefeitos, por meio de eleições extemporâneas. 

Em Ipatinga, nono maior colégio eleitoral de Minas, com cerca de 170 mil eleitores, a Polícia Federal (com cerca de 20 agentes) já está na cidade para garantir a segurança dos candidatos a prefeito. Também há a presença de aproximadamente 450 policiais militares (por solicitação da Justiça Eleitoral), que garantirão a tranquilidade dos votantes nas seções eleitorais e locais de votação.

Votação em Ipatinga começa tranqüila


A votação em Ipatinga começou tranqüila na manhã deste domingo, segundo os mesários que atuam nos locais de votação dos bairros horto e Bom Retiro, nenhum. No Bom Retiro um dos fiscais acionou a polícia para averiguar a suspeita de boca de urna que estaria sendo feita por um homem que permanecia no portão da escola desde a abertura dos trabalhos.

Clique e veja o vídeo


 

 

Inácio Barros e Rosângela Reis votaram no Horto


Em São João do Paraíso, no Norte do Estado (quase fronteira com a Bahia), também foi solicitado pelo juiz da 237ª Zona Eleitoral de Rio Pardo de Minas (à qual pertence aquele município) um contingente policial para evitar eventuais abusos eleitorais no dia da eleição. No total, estará presente na cidade um efetivo de 30 policiais militares.

A logística da Justiça Eleitoral nas eleições das cinco cidades inclui sete juízes (três dos quais em Ipatinga) e cerca de 35 servidores (dentre efetivos e requisitados). No total, 2.860 mesários deverão trabalhar nos cinco municípios, no dia do pleito, para o qual serão utilizadas 841 urnas eletrônicas (incluindo as reservas) nas 705 seções dos 137 locais de votação. Também na Capital, servidores de alguns setores do TRE estarão de plantão durante a eleição, para suporte aos cartórios eleitorais e repasse de informações aos interessados.

A votação nas cinco cidades começou às 8h e termina às 17h, o mesmo horário das eleições oficiais. Em Almenara, 27.612 eleitores estão aptos para irem às urnas; em Cuparaque, 3.586, em Ipatinga, 169.753, em Santa Juliana, 6.776, e em São João do Paraíso, 16.199.

Conheça os candidatos em cada cidade

 

ALMENARA (9ª ZONA ELEITORAL)
Candidatos
coligação/partido
Júlio César Mares
Juracy Botelho Arruda (vice)
"Integridade e Ação"
PR/PTB/PRTB
Manoel Francisco Alves Silva –
registro indeferido com recurso na ZE e no TRE-MG
Amadeus Campos Brito (vice)
"A Força do Povo"
PTN/PP/PMDB/PMN
Antônio Fernando Pereira dos Santos
Cleide Pereira Sepo Sousa (vice)
PSB
Fabiany Ferraz Gil Figueiredo
Wilmar Guimarães de Matos (vice)
"O Progresso Faz a Diferença"
PDT/DEM/PCdoB

 

 

CUPARAQUE (89ª ZONA ELEITORAL)
Candidatos
Coligação
Nilson Machado Dias
Gilson Gomes Cardoso (vice)
PMDB
Sebastião Domingos de Oliveira
José Luiz Pereira (vice) –

(pendente de julgamento)

"A Vontade do Povo tem que Valer"
PTB/PT

 

IPATINGA (130ª / 131ª/ 348ª ZONA ELEITORAL)
Candidatos
Coligação
Robson Gomes da Silva
 
Márcia Perozini da Silva de Morais (vice)
"Ipatinga Unida e Forte"

PDT/PSL/PTC/PTB/DEM/PV/

PTdoB/PR/PSC/PSDB/PSB/

PP/PHS/PTN/PPS/PMN
Maria Cecília Ferreira Delfino
 
Saulo Manoel da Silveira (vice)
"A Força do Povo"
PCdoB/PSDC/PRP/PRB/PT
Ilton Carlos Carvalho Câmara
Darly Firmino Souza Neto (vice)
PRTB

 

 

SANTA JULIANA (340ª ZONA ELEITORAL)
Candidatos
Coligação
Orlando Espíndula dos Santos Neto
Ailton Manoel Pires (vice)
"Santa Juliana Unida"
PSB/PSL/PT/DEM
Belchior Antônio da Silva
Oscar Carneiro Filho (vice)
"Santa Juliana Melhor"

PMDB/PP/PTB/PSC/PR/

PRTB/PHS/PMN/PTC/PSDB

 

 

SÃO JOÃO DO PARAÍSO (237ª ZONA ELEITORAL)
Candidatos
Coligação
Roberto César Mendes
Natalino Dias de Oliveira (vice)
 
"Sempre Unidos"
DEM/PT/PDT/PR
José Mendes Feraz
Melvino Gomes Ferreira (vice)
PPS
Manoel Andrade Capuchinho
José Aparecido dos Santos
 
"União, Trabalho e Verdade"
PSDB/PTB

 

Entenda cada caso

A determinação de novas eleições para prefeito nas cinco cidades, pelo TRE-MG, foi em decorrência das cassações (por abuso de poder econômico ou político) de seus respectivos chefes dos Executivos locais. Nas cinco cidades – Ipatinga, Santa Juliana, Cuparaque, Almenara e São João do Paraíso – as prefeituras estão sendo administradas pelos presidentes das Câmaras Municipais.

Ipatinga

Sebastião Quintão (PMDB) e Altair Vilar (PSB) foram cassados em fevereiro de 2009, acusados de abuso do poder político, combinado com abuso do poder econômico, no episódio que envolveu eleitores do Bairro Nova Esperança, beneficiados pelo programa Morar Melhor, quando Quintão era prefeito da cidade.

Os dois ficaram em segundo lugar na disputa, mas foram empossados porque o vencedor da eleição para prefeito, Chico Ferramenta (PT), teve o registro de candidatura indeferido. Sua participação na disputa eleitoral de 2008 ocorreu sob efeito de liminar que não foi sustentada depois da votação, no TSE.

No começo de 2009, Quintão foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral que apurou a ocorrência de coação a eleitores para trocarem faixas de candidatos de sua preferência por candidatos apoiados pela coligação de Quintão e Vilar (Movimento Ipatinga Unida). A chapa que ficou em segundo lugar foi, a partir desse processo, cassada pela juíza eleitoral de Ipatinga.

A decisão de primeira instância foi mantida pelo TRE-MG em julho de 2009, e os cassados recorreram ao TSE. Na segunda instância, chegou a ser convocada nova eleição para prefeito de Ipatinga, marcada para 18 de outubro de 2009, mas esta fora suspensa pelo TSE até o julgamento final de agravos de instrumento interpostos por Quintão e Vilar perante aquela Corte. Em 11 de março de 2010, o TSE, por cinco votos a dois, confirmou a cassação de ambos e comunicou a decisão ao TRE mineiro.

A prefeitura ipatinguense está sob a responsabilidade do vice-presidente da Câmara Municipal, Nilton Manoel (PMDB).

Almenara

O TRE confirmou, em 30 de junho de 2009, por três votos a dois, a cassação do prefeito reeleito de Almenara, Carlos Luiz de Novais (PDT), e do vice-prefeito, Exupério Ferreira Pires, por captação ilícita de sufrágio, ou seja, oferecimento de vantagens ao eleitor em troca de voto.

Na representação proposta pelo segundo colocado no pleito, Manoel Francisco Alves Silva (PMDB), os eleitos foram acusados de ter doado material de construção e alimentos em troca de votos, além de terem intermediado a ligação de rede de água em residências, também em troca de voto.

A maioria dos juízes acompanhou a relatora do caso no Tribunal, Mariza Porto, que reconheceu a captação ilícita de sufrágio por meio da intermediação do serviço de abastecimento de água. Apenas no tocante à doação de material de construção e de alimentos em troca de votos, ela considerou que não ficou comprovado que os eleitos tinham ciência das práticas irregulares. Como a chapa eleita teve mais de 50% dos votos, a juíza considerou que devem ser realizadas novas eleições para prefeito e vice no município.

Santa Juliana

Os juízes do TRE-MG decidiram, por quatro votos a dois, na sessão de 1º de outubro de 2009, confirmar a cassação dos diplomas do prefeito e do vice de Santa Juliana, José Carneiro Naves (DEM) e Juliano Geraldo da Cunha, por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos. Além da cassação, o Tribunal determinou, ainda, a realização de novas eleições no município, a inelegibilidade de ambos pelo prazo de três anos e a aplicação de multa a cada um no valor de 5 mil UFIRs (pouco mais de R$5 mil). Assim que publicada a decisão, o Executivo local foi ocupado pelo presidente da Câmara Municipal até que tomem posse os eleitos na eleição extemporânea.

O prefeito e o vice tinham sido cassados em maio de 2009 pelo juiz da 340ª Zona Eleitoral de Nova Ponte (Triângulo Mineiro). A ação de investigação judicial eleitoral e a ação de impugnação de mandato eletivo que culminaram com a cassação do prefeito e a convocação de novas eleições, por ter a chapa alcançado mais de 50% dos votos, foi apresentada pela coligação adversária do prefeito, “Santa Juliana em Boas Mãos” e pelo PMDB.

Para o relator do caso, desembargador Baía Borges, concluiu-se, “com toda a certeza, pela existência de captação ilícita de sufrágio e de abuso de poder econômico consubstanciados na maciça compra de votos, às vésperas do pleito de 2008, por meio de pagamento em dinheiro e distribuição de cestas básicas no pequeno município de Santa Juliana, havendo provas suficientes ao menos da participação indireta dos recorrentes nas práticas ilícitas, tendo em vista o envolvimento de seus parentes próximos no esquema de compra de votos”.

São João do Paraíso

Por unanimidade, os juízes do TRE-MG confirmaram, na sessão do dia 9 de março de 2010, a cassação do prefeito e do vice-prefeito de São João do Paraíso (Norte do Estado), José de Souza Nelci (PR) e Antônio Pereira Neto. Os juízes seguiram o voto do relator do processo, Maurício Torres, que concluiu que foi comprovada a captação ilícita de sufrágio na campanha eleitoral dos candidatos. A ação contra o prefeito foi ajuizada pelo segundo colocado em 2008, Manoel de Andrade Capuchinho (PSDB) e julgada procedente pelo juiz eleitoral de Rio Pardo de Minas, Zona Eleitoral à qual pertence São João do Paraíso.

Cuparaque 

Por quatro votos a dois, o TRE confirmou em 27 de outubro de 2009 a cassação, por compra de votos, do prefeito eleito de Cuparaque (89ª Zona Eleitoral de Conselheiro Pena), Maxwell Monteiro da Silva (DEM), e do vice, Ronaldo Balbino Nunes. A representação foi apresentada pela coligação adversária “A Vez do Povo” (PMDB/PDT/PSB).

Para o relator do caso, juiz Benjamin Rabello, não houve a caracterização, de acordo com os autos, de captação ilícita de sufrágio.

Segundo a revisora do processo, juíza Mariza Porto, cujo voto foi acompanhado pela maioria dos magistrados, “para a caracterização da captação ilícita de sufrágio, basta a comprovação da compra de um único voto, sendo desnecessária a demonstração da potencialidade lesiva do fato. Nesse sentido, ao compulsar os autos, vislumbra-se que os depoimentos das testemunhas comprovam a compra de votos, com todos os seus requisitos legais, por parte dos recorrentes”.

Desde março de 2009, o TRE-MG já realizou 14 pleitos extemporâneos para prefeito em Minas Gerais.

 

  

 

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informação muito importante

Enviado por walace gomes pereira (não verificado) em qua, 09/05/2012 - 17:12.

boa noite,gostaria de saber como faço para regularizar minha situação eleitoral,pk estou em portugal desde 2001 e quando sai do brasil tinha ja os 19 anos mas nunca votei ai,agora gostaria de saber como faço para regularizar minha situação se consigo fazer estando aqui ou tenho que estar ai?agradeço muito se obtiver uma resposta.muito obrigado pela atenção...


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