A Comissão de Urbanismo da Câmara reuniu-se na tarde desta segunda-feira, 26, na Promotoria de Meio Ambiente, com o promotor Walter Freitas, e o secretário municipal de Obras, Rodrigo Gouveia, para cobrar explicações sobre os problemas causados pelas obras de construção da avenida Manaim, que envolve as comunidades da Vila da Paz e da região da rua Amazonita.

Os vereadores membros da Comissão solicitaram ao secretário de Obras que tome providências para dragar o ribeirão Ipanema, antes que comece o período chuvoso em Ipatinga. Dezenas de famílias moram no local e correm risco de terem suas casas inundadas todos os anos.
“Mas esse ano a situação é pior, porque as obras estão em andamento e os moradores estão desesperados com o volume de terra que está sendo empurrado para o rio”, disse Agnaldo Bicalho (PT), que é presidente da Comissão de Urbanismo.

A terra deslocada pelas obras causam o assoreamento do ribeirão Ipanema na região da comunidade da rua Amazonita
Além de dragar o leito do ribeirão, o vereador Nislinho disse que é importante que a Prefeitura agilize a colocação de gabiões para contenção das encostas, “pois a vida não pode estar em risco. Sabemos que a obra é necessária, mas não podemos deixar de olhar por aqueles que vivem no local”, disse o vice-presidente da Comissão.
Um dos itens discutidos no MP foi o aluguel social que será pago às famílias que terão de deixar suas casas para que as obras sejam realizadas. Segundo Rodrigo Gouveia, um diagnóstico social está sendo preparado para levantar a verdadeira situação dos moradores, como onde trabalham e como se locomovem.
“Queremos compreender a verdadeira situação desses moradores que não podem ser retirados de seus locais de residência. Queremos a garantia do pagamento deste aluguel social e conhecer a vida desses moradores, como o emprego, a escola de seus filhos, que precisa ser nas proximidades. Muitos deles não podem ter seus vínculos cortados de qualquer maneira”, defendeu o promotor.
O Ministério Público também quer receber cópias das licenças ambientais e autorizações da FEAM, atualizadas, uma vez que esta obra não começou nesse Governo. “Plano de realocação de Moradores das comunidades da Vila da Paz e Amazonita. Estou solicitando vários documentos ao Executivo, uma vez que face a eventuais alterações no projeto inicial, é necessário que haja lisura”, disse o promotor Walter Freitas.
Os próximos passos da Comissão serão uma visita aos moradores, o total acompanhamento da obra e a verificação se o Executivo vem respondendo ao MP a contento. Foi solicitado que a cópia de todas as respostas fossem encaminhadas aos membros da Comissão.
Da redação do Plox
Comentar