Em meio à crise com a base aliada no Congresso, a presidente Dilma Rousseff viveu ontem um dia de aproximação com a oposição. Mais uma vez a petista mostrou sintonia com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que compareceu ao evento de lançamento do programa Brasil Sem Miséria para a região Sudeste, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
Fernando Henrique tinha sido convidado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para ir ao encontro. Quando soube que o ex-presidente tucano estaria na plateia, Dilma fez questão de chamá-lo para compor a mesa do evento. Os dois se sentaram lado a lado e conversaram bastante durante os discursos.
Alckmin elogiou Dilma por ter buscado a união entre os governadores de partidos diferentes e classificou o evento como "um momento de avanço".
Faxina. Dilma afirmou que a verdadeira faxina que o país precisa fazer é contra a miséria. Os governadores do Sudeste anunciaram medidas para complementar o Bolsa Família em seus Estados. "É o Brasil inteiro fazendo, como usa a imprensa, a verdadeira faxina que este país tem de fazer: a faxina contra a miséria", disse a presidente.
O governador mineiro, Antonio Anastasia, apresentou à presidente o programa Porta a Porta, que busca pessoas vivendo em situação de privação social para definir ações sociais nos municípios.
"Podermos, feita a estabilidade com o presidente Fernando Henrique, saudar agora a inclusão social", declarou Anastasia.

Líderes do PSD furam a fila
Brasília. Enquanto deputados da base aliada da presidente Dilma Rousseff esperam, desde a posse, a chance de um encontro, mais de 60 líderes e futuros deputados do PSD, partido ainda não oficializado, e que não é "nem da base, nem de oposição", participaram de um café da manhã com ela ontem.
O encontro foi organizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, criador e principal liderança do PSD. Além de Kassab, o encontro reuniu nomes que saíram do DEM, como o candidato derrotado a vice-presidente Indio da Costa.
Mostrando desconforto, Indio deixou o Planalto dizendo que o café da manhã foi uma oportunidade para o PSD reafirmar sua independência e a relação "republicana" que manterá com o governo.
Já Kassab afirmou que foi uma "visita a nossa presidenta Dilma Rousseff, presidenta de todos os brasileiros". Segundo o prefeito, o PSD "nasceu bem" porque faz sua "primeira visita a quem deveria fazer, a presidente da República".
Dilma Rousseff falou, sem citar os casos, das crises nos ministérios.
Luiza Trajano deverá abrir mão de salário
São Paulo. Caso aceite comandar a futura Secretaria de Micro e Pequena Empresa pasta que, se aprovada pelo Congresso, terá status de ministério , a empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, deve abrir mão do salário a que o cargo lhe confere.
Ela confirmou que foi convidada pela presidente Dilma Rousseff para assumir um posto no governo, mas negou que já tenha aceitado a missão.
Trajano pediu à presidente um tempo para se desvencilhar das funções na companhia, enquanto Dilma ficou de acelerar a tramitação do projeto que cria o seu 39º ministério.
O Tempo
Da redação do Plox
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