A presidente Dilma Rousseff desembarcou, na manhã desta quinta-feira (1º), em Belo Horizonte, em mais uma visita a Minas Gerais. Em entrevista exclusiva à duas rádios mineiras, a presidente falou sobre obras de duplicação das BRs 040 e 381, expansão do metrô, PAC, Anel Rodoviário, CPMF e crise econômica mundial. Autoridades como o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e o governador do Estado, Antonio Anastasia recepcionaram Dilma que veio acompanhada do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e da ministra chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chaves.
Sobre a duplicação da BR-040, Dilma afirmou que as obras na altura de Congonhas estão incluídas na terceira etapa de concessão de rodovias federais, já sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com a presidente, a obra será iniciada imediatamente após a autorização do órgão.
Questionada sobre a duplicação da BR-381, a presidente disse que a obra já estava em processo de concessão, mas teve que retornar e foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e será realizada com verba da União. O trecho mais importante de soluções imediatas, segundo a presidente, é a saída de Belo Horizonte, que deverá ter seu projeto executivo concluído até o próximo mês. Os demais trechos, oito no total, serão licitados em 2012, e a previsão do projeto é entre dezembro deste ano e fevereiro do ano que vem.
Ainda sobre as obras do PAC, Dilma afirmou que, neste ano, já foram investidos R$ 50 milhões em obras em cidades históricas e que, entre 2009 e 2010 foram investidos R$ 143 milhões. A presidente disse ainda que, a partir de 2012, o PAC Cidades Históricas será incluído no PAC.
Sobre o Anel Rodoviário, a petista disse que o objetivo é começar as obras assim que o projeto executivo estiver pronto, para que não sejam necessárias interrupções. Ainda segundo ela, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já tomou uma série de providências necessárias para o início das reformas na via.
Dilma comentou também sobre a intenção do Governo Federal de valorizar o minério mineiro. Ela afirmou que o objetivo é aumentar a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), principalmente no que diz respeito ao minério de ferro, de níquel e de bauxita. Ainda sobre a mineração, Dilma afirmou que quer regulamentar o acesso de estrangeiros às reservas brasileiras.
Sobre o metrô de Belo Horizonte, Dilma afirmou que a pretensão é que até o fim deste mês haja avanços nas conversas entre os governos do Estado e federal e a Prefeitura de Belo Horizonte. “Estou muito otimista em relação ao metrô”, afirmou.
Dilma foi questionada ainda sobre a Emenda 29, que prevê investimentos na saúde e a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A presidente afirmou que a aprovação da Emenda 29 não garante as melhorias na saúde que o povo brasileiro espera e que, caso a CPMF venha a voltar, ela deverá ser destinada à saúde, ao contrário do que vinha acontecendo.
Sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu, em reunião nesta quarta-feira (31), a taxa básica de juros de 12,50% para 12%, Dilma afirmou que a relação do governo com o Banco Central é de autonomia, mas, é necessário que o país continue crescendo, apesar da crise mundial, pois, segundo a presidente, “não podemos olhar a crise com temor, temos que olhar a crise com ousadia, mas também com cautela”.
A entrevista ocorreu na Base Aérea de Belo Horizonte, de onde a presidenta segue para a cidade mineira de Jeceaba para participar da inauguração do complexo siderúrgico da Vallourec & Sumitomo Tubos do Brasil (VSB). A empresa privada trabalha com a criação de tubos e conexões para o setor de óleo e gás.
O Tempo
Da redação do Plox
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