terça-feira, 21/06/2011

Empresários devem reduzir contratações no 2º semestre

 Os empresários brasileiros estão menos otimistas com a economia brasileira e isso pode se refletir no mercado de trabalho. Uma pesquisa da Serasa Experian divulgada nesta terça-feira (21) mostra que apenas 31% dos empresários pretendem admitir novos funcionários no terceiro trimestre, contra um índice de 35% registrado no segundo trimestre.

 

Ao mesmo tempo, os que disseram que vão manter o quadro atual de empregados passaram de 58% para 63%. Por outro lado, recuou a quantidade de empresários que devem demitir – de 7% para 6%. É mais ou menos assim: se não vai contratar, pelo menos o empresariado não vai demitir.

Chip Somodevilla/22.08.2008/Getty Images

Então, vai o recado: se você pretende trocar de emprego no segundo semestre, melhor fazê-lo com cautela porque o número de vagas será menor. Se não tiver outro emprego "engatilhado", melhor manter o seu atual.

A queda nas contratações é um reflexo da estimativa de revisão do faturamento. Segundo a pesquisa, 79% das corporações do país que pretendem rever o faturamento no terceiro trimestre deverão fazê-lo para cima. Este é o menor patamar para esta resposta desde o 4º trimestre de 2009.

Isso significa que os empresários que estavam acostumados a mexer para cima nos ganhos da empresa no segundo semestre continuarão a fazer isso, só que em um ritmo menor.

Os investimentos, que também impactam no mercado de trabalho, também deverão diminuir no terceiro trimestre. Apenas 29% deles disseram que vão ampliar os recursos para as próprias fábricas – contra 32% da pesquisa para o segundo trimestre. No entanto, houve um pequeno aumento do número de firmas que vão manter os investimentos planejados no início do ano.

A redução dos investimentos na estrutura e ampliação das indústrias podem se refletir no mercado de trabalho porque, com menos grana destinada a esse fim, menos gente é necessária para operar as máquinas.

Crédito x inflação

Segundo a Serasa, os vilões desse pessimismo quanto ao faturamento se devem à “elevação dos juros e restrições ao crédito, para combate da inflação”. O otimismo em relação à condição do crédito, aliás, recuou para o terceiro trimestre: só 19% dos entrevistados esperam por melhores taxas dos empréstimos entre julho e setembro, contra 25% da prévia anterior.

Apesar de condições piores, os empresários preveem que o crédito para as empresas deverá ficar melhor no terceiro trimestre.

De cada três empresas brasileiras, duas afirmaram que a inflação está impactando negativamente os custos de seu negócio. A indústria é a que mais reclama do aumento de preços.

Essa elevação dos custos do empresário por causa da inflação pode chegar ao bolso do consumidor, segundo a pesquisa. A maior parte das empresas disse que os custos serão parcialmente repassados ao brasileiro.

R7

Da redação do Plox

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