O grupo de trabalho formado para resolver a situação das famílias que residem nas áreas de servidão da Cemig em Ipatinga voltou a se reunir na última terça-feira, dia 14. Organizada pelo vereador Roberto Carlos (PV), que acompanha o processo, estiveram presentes nesta reunião na Câmara a equipe da Cemig, representantes da Prefeitura Municipal, da ONG ambiental Instituto Interagir e representante dos moradores.
Foram retomadas as discussões que visam assinatura de um convênio entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Administração Municipal para regularizar as moradias nas áreas de servidão da concessionária de energia. Cerca de 150 famílias residem de forma irregular em espaços onde passa a rede de transmissão elétrica.
Neste novo encontro o Departamento de Habitação da Prefeitura Municipal apresentou o estudo topográfico solicitado que mostra exatamente as residências nas áreas de servidão. As casas estão em sete ruas da cidade, das quais serão definidas no convênio as primeiras a serem assistidas.
Após este estudo, o grupo definiu um plano de trabalho que tem como próximo passo a avaliação dos imóveis que estão no raio de instalação das torres de transmissão. Este serviço será realizado pela Secretaria Municipal de Planejamento e será pauta da próxima reunião do grupo de trabalho, agendada para o dia 6 de julho.
Segundo os representantes da Cemig, tudo caminha para a assinatura do convênio, com grande interesse da companhia dentro de seus projetos de sustentabilidade. “Este é um problema de segurança, mas acima de tudo social, é um projeto que visa o bem das pessoas, assim como já foi desenvolvido em outras cidades com o mesmo problema”, declarou o Engenheiro de Relações Comerciais de Transmissão, Fernando Zacché.
Moradias garantidas
O vereador Roberto Carlos lembrou que a solução do problema precisa acontecer de forma que as famílias não percam seu teto. “Precisamos não nos esquecer que nossa meta é resolver a situação nas áreas de servidão, mas garantindo a regularização das moradias nas proximidades da rede ou, as que precisarem ser reavaliadas, que sejam com garantias de uma habitação digna por meio de um programa habitacional”, defendeu o vereador.
Entenda o andamento dessa discussão
A partir dos constantes pedidos de ajuda por parte dos moradores das áreas citadas, os vereadores Roberto Carlos e Adelson Fernandes pediram uma audiência pública, realizada em outubro do ano passado, que encaminhou a formação do grupo de trabalho em andamento.
Entre diversas situações, como de famílias que compraram o imóvel ou mesmo ocuparam, mais preocupam daqueles que não podem fazer reformas, até urgentes, ou mesmo ter a energia elétrica ligada regularmente.
Da redação do Plox
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