Manhã de segunda-feira teve vários casos de pacientes de outras cidades sem quadro clínico grave
Durante o mês de julho a diretoria administrativa do HMVB – São Camilo – reuniu a imprensa do Vale do Aço para apresentar o quadro de ocupação que estava no limite de atendimento no Hospital e que os atendimentos se restringiriam aos casos de urgência e emergência. A mesma realidade foi passada ao Ministério Público, às oito cidades que destinam pacientes ao Hospital e ao Estado de Minas Gerais.
A manifestação do Hospital e Maternidade Vital Brazil – São Camilo – fez parte de um alerta sobre um possível caos na saúde pública, já que, o Hospital Siderúrgica encerrou suas atividades e a Unidade de Pronto Atendimento, UPA de Timóteo, agora denominada Centro de Saúde João Otávio, passa a partir de hoje, 01, a atender apenas moradores de Timóteo.
O que era previsto em termos de aumento na demanda no Pronto Atendimento do Hospital e Maternidade Vital Brazil, começa a acontecer. Já nesta manhã, a gerência assistencial registrou pelo menos dez casos de pacientes de outras cidades que passaram pelo Acolhimento Assistencial e não se enquadraram nos critérios clínicos de urgência e emergência, segundo o Protocolo de Manchester, e tiveram que ser encaminhados à Unidade Básica de sua respectiva cidade.
“Nós antecipamos que nosso atendimento seria restrito às urgências e emergências, mas pacientes de outras cidades ainda estão se dirigindo ao Vital Brazil, o que atrasa e prejudica o fluxo de atendimento, uma vez que não são pacientes clinicamente graves, o que não nos cabe atendimento”, afirma a diretora administrativa, Vanide Alves.
A diretora ainda acredita que cada cidade do entorno deveria cumprir com o seu papel de assegurar uma atenção básica à saúde mais reforçada, para evitar que o Hospital tenha que fazer o papel inverso, ou seja, de encaminhar pacientes para as Unidades Básicas, enquanto estas é que deveriam encaminhar para o Hospital os casos de necessidade de internação.
“O Vital Brazil não atenderá consultas pelo SUS se não forem casos de urgência e emergência e isso tem que ficar claro para as cidades vizinhas, principalmente Coronel Fabriciano, a que temos maior demanda de pacientes. Estamos no limite de nossa ocupação”, finaliza.
Em anexo, fotos da diretora com secretários adjuntos do Estado de Minas Gerais e foto da reunião na promotoria de Ipatinga. Em ambas as oportunidades, foram discutidas a situação de superlotação do hospital.
Da redação do Plox
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