Uma portaria do Ministério da Saúde divulgada ontem autorizou que jovens entre 16 e 17 anos possam doar sangue, desde que tenham uma autorização dos pais. Pelas regras anteriores, a doação só era possível para maiores de 18 anos até 65 anos. Agora, idosos de até 67 anos também podem ser doadores.
A nova regra foi anunciada pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), que participou ontem -Dia Mundial do Doador de Sangue - do lançamento da Campanha de Incentivo à Doação de 2011. A portaria nº 1.353 diz ainda que "a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria". Atualmente, a orientação sexual faz parte do questionário aplicado para a triagem de doadores.

Homem que tenha feito sexo com outro homem (HSH) nos últimos 12 meses continua impedido de doar sangue. O argumento é que o risco de contágio pelo vírus HIV nesse grupo é maior em comparação aos heterossexuais. "Todos os nossos estudos recentes ainda mostram que o risco de homem que fez sexo com homem é 18 vezes maior de ter infecção pelo HIV do que a população que não tem esse tipo de atividade sexual. Esse risco aumentado faz com que se exclua homens que tenham feito sexo com homem nos últimos 12 meses", afirmou Padilha.
A restrição está prevista em legislação desde 2004 e também engloba heterossexuais que tenham tido relação sexual com mais de um parceiro no mesmo período. Não há impedimento para as lésbicas.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 1,9% dos brasileiros doam sangue regularmente. A taxa está dentro do parâmetro de 1% a 3% definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas, de acordo com a pasta, ainda precisa melhorar. O ministério pretende aumentar esse percentual para 2,1% até 2012.
O TEMPO
Da redação do Plox
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