domingo, 03/07/2011

Nova Lei da Prisão Preventiva deve soltar milhares de presos no país

Nova Lei da Prisão Preventiva deve soltar milhares de presos que ainda não foram julgados

A nova Lei da Prisão Preventiva, que entra em vigor amanhã (4), deve resultar na liberação, em todo o país, de milhares de presos que ainda não foram julgados. Deverão ser beneficiados presos não reincidentes que cometeram crimes leves, puníveis com menos de quatro anos de reclusão. Em tais casos, a prisão poderá ser substituída por medidas como pagamento de fiança e monitoramento eletrônico.

A população carcerária do país, hoje, está em torno de 496 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Justiça. Em 37% dos casos – ou seja, para 183 mil presos – ainda não houve julgamento e não se pode garantir que sejam culpados.

“Quer dizer que esses presos provisórios vão ser soltos na segunda-feira? Não. O que a lei diz é que o advogado pode alegar a aplicação de medidas cautelares para o preso. A regra é: o processo você sempre aguarda em liberdade”, explica o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira

De acordo com o supervisor do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Walter Nunes, a lei não vai gerar sensação de impunidade. “Não se pode dizer que a lei vai trazer impunidade, porque prisão preventiva não é para punir. É uma medida excepcional, aplicada antes de uma pessoa ser considerada culpada”.

De acordo com Nunes, hoje é mais benéfico ser condenado por um crime leve do que existir a suspeita de que ele foi cometido. “Desde a Constituição de 1988, uma pessoa condenada a menos de quatro anos dificilmente ficará presa. Serão aplicadas outras medidas restritivas de direitos e o regime aberto”, explica.

O procurador Eugênio Pacelli, que foi relator da comissão responsável pelo projeto de lei do novo Código de Processo Penal, no entanto, teme que a liberação dos acusados cause sensação de insegurança na sociedade. Entretanto, ele acredita que mais inseguro ainda é deixar essas pessoas presas, convivendo com criminosos experientes.

“Há uma ilusão na sociedade: as pessoas acham que a prisão garante o sossego e a segurança de todo mundo, mas, muitas vezes, a prisão é que produz o próximo problema. Você colocar uma pessoa que não tem histórico nenhum presa é algo muito complicado, pois a prisão é um ambiente de violência, e isso afeta as pessoas”, diz Pacelli. O procurador lembra que, com a nova lei, não haverá alteração no tratamento de crimes mais graves, como homicídio ou estupro.

Para o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), a lei veio a corrigir uma generalização da prisão preventiva. Ele ressalta que hoje, em vez de se apurar primeiro para, depois, prender, já com culpa formada, passou-se para um "campo de justiçamento", em que se prende de forma generalizada. "Daí a superlotação das penitenciárias e das cadeias públicas", diz o ministro.

Ele também acredita que a nova lei ajudará a evitar que inocentes fiquem presos indevidamente. “Liberdade não é algo que é passível de devolução. Se houve uma prisão indevida, vamos responsabilizar o Estado?”, pergunta o ministro.
Agência Brasil

Da redação do Plox

RESPOSTA AO PROFESSOR EDGAR

Enviado por Anônimo (não verificado) em qua, 06/07/2011 - 01:09.

CALMA MEU NOBRE PROFESSOR........ entenda; que é preferível mil crinosos soltos que um só incente preso............

é para corrigir esta distorção que esta lei só admite a prissão provisória em casos excepicionais.........

Em tempo: SE EXISTE TANTO BANDIDO AQUI É PORQUE A EDUCAÇÃO ESTÁ FALHA......... E AÍ VAI A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: O tal sindicato que diz defender os direitos do professor e da educação; o que tem feito contra a deteriorização do ensino; principalmente o público????????? GREVE; E PIOR, GREVE POLITIQUEIRA COMO ESTA QUE ESTAMOS VENDO EM IPATINGA.

Se o professorado fosse mais comprometido com a educação e cobrasse do sindicato Ações em prol da educação ( ao invés de deixar o sindicato solto para cobrar grana dos professores e arrecadar da população fundo para greves imorais como esta) CERTAMENTE NÃO PRECISARIÁMOS ESTAR TÃO DEPENDENTES DO SOCORRO DIVINO.

Antes que esbraveje; digo que sou a favor de reconhecimento e melhoria do salario do professor mas TAMBÉM deberiam os professores sairem da passividade que mostram contra esta deterioração, passividade para se deixar levar como massa de manobra; pois afinal grande parte da bandidagem é oriunda da falta de formação tanto na educação familiar como formal.............


Meu Deus!!!...

Enviado por Edgar (não verificado) em seg, 04/07/2011 - 10:14.

É amigo, nós que somos cidadãos de bem, que pagamos nossos impostos e cumprimos nossas obrigações; estamos é perdidos e correndo riscos. O Legislativo amarrou o Judiciário e a nossa polícia só vai mesmo ficar assistindo todo esse festa que a bandidagem vai promover!
Só pedindo socorro a Deus!
Prof. Edgar


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