quarta-feira, 03/08/2011

Preço de roupa pode cair 15%

O primeiro resultado que o consumidor deve sentir, após a nova política industrial anunciada ontem pelo governo federal, deve ser uma queda no preço das roupas. O presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário (Sindivest), Michel Aburachid, disse que as roupas podem ficar entre 10% e 15% mais baratas em qualquer tipo de confecção.

Mas é bom esperar para comemorar. Ele afirma que a queda só chegará a esses níveis se houver aumento do limite de faturamento das empresas do Super Simples, que atualmente é de até R$ 2,4 milhões. Essa medida deve ser anunciada ainda neste mês.

Aburachid disse que o pacote do governo vai melhorar a situação para as indústrias de confecção maiores, a partir de 50 funcionários, o que em Minas Gerais significa cerca de 300 empresas. Ele acredita que a desoneração na folha vai estimular a competitividade. "A pressão dos chineses vai continuar, mas agora vamos ter um pouco mais de condições de igualdade".

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Aguinaldo Diniz Filho, as medidas deixaram o setor "bastante satisfeito". Seu colega da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, destacou que é um passo para a competitividade.

No setor calçadista, a estimativa é de redução de até 40% nos custos de produção, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). "A presidente demonstrou a necessidade da defesa contra o ataque das importações", disse Milton Cardoso, presidente da Abicalçados.

O presidente do Sindicato Intermunicipal da Indústria do Calçado de Nova Serrana (Sindinova), Ramon Alves Amaral, afirmou que a desoneração na folha vai proporcionar também um produto mais acessível. Ele acredita que as vendas do polo calçadista de Nova Serrana devem aumentar 15%.

A desoneração da folha de pagamentos, em troca de uma contribuição sobre o faturamento, não agradou a todos. Os fabricantes de tecidos, por exemplo, abriram mão do benefício anteontem à noite. Segundo empresários, a alteração não seria vantajosa. Apenas a confecção ficou no pacote.

O Tempo

 

Da redação do Plox

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