Rio de Janeiro. O deputado federal Romário (PSB-RJ) reclamou ontem no Twitter da lentidão na aprovação de projetos na Câmara, como a PEC 300, que estabelece o piso salarial nacional para policiais.
FOTO: PEDRO LADEIRA/FRAME/AE
Deputado criticou falta de objetividade na política brasileira
"Tem absurdo que só acontece na política brasileira, principalmente na minha casa, na Câmara. Acredito que seja por falta de objetividade e de sensatez que algumas coisas lamentáveis acontecem no Brasil. A PEC 300 (dos policiais) não foi votada. Há greves acontecendo, pessoas morrendo e lojas sendo saqueadas. Nós, políticos, somos culpados", escreveu em três posts.
O deputado federal disse que vai a Brasília para trabalhar há três meses "e nada acontece".
"Espero que na minha próxima vinda a Brasília tenha alguma p. pra fazer. Ou será que o ano só vai começar depois do Carnaval?", completou.
Insubordinação. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), peitou mais uma vez a presidente Dilma Rousseff, ontem, ao dizer que não é "obrigado" a se "submeter" ao governo sempre. O petista disse que seu trabalho é ouvir líderes e o Planalto ao fazer a pauta de votações, mas a decisão final cabe apenas a ele.
As declarações ocorrem devido à repercussão gerada após Maia abandonar sessão que votaria a criação do fundo de previdência complementar dos servidores anteontem. Segundo aliados dele, a atitude ocorreu após Maia ser contrariado em indicação para cargo no Banco do Brasil.
"Resolvi sair (da votação) porque vi que não tinha acordo", disse Maia ontem.

O Tempo
Romario
As vezes colocar na câmara uma pessoa que não precisa de favorecimento algum, que já tem tudo o que o dinheiro pode comprar, pode ser bom por causa desse tipo de atitude. O Romário não precisa de nada, é milionário, e ao que me parece está com boas intenções. Em face disso ele não se vende, e faz questão de denunciar toda a preguiça, o desmando e a podridão que é essa casa de deputados.
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