sexta-feira, 05/03/2010

Senadores pedem dados de 1.200 suspeitos de pedofilia no Orkut

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia no Senado pediu nesta quinta-feira (4) que o Google, dono do Orkut, entregue os dados de 1.200 usuários da rede social suspeitos de manter conteúdo com pornografia infantil em seu perfil – esses internautas têm em suas páginas links para vídeos do YouTube com esse tipo de cena.

A empresa tem cinco dias para fornecer dados de IP (protocolo de internet, que permite a localização de um usuário da rede), fotos e imagens exibidos nas páginas desses internautas. Desde junho de 2008, o Google tem um TAC (termo de ajustamento de conduta) com o MPF-SP (Ministério Público Federal em São Paulo) para agilizar a retirada desse tipo de foto e vídeo do site e também a criar filtros para evitar que conteúdo com pedofilia seja postado na rede social. A empresa também tem que guardar os dados dos usuários do Orkut por 180 dias, para permitir que sejam feitas investigações sobre o assunto.

Entretanto, segundo o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI, ainda é preciso investigar mais internautas.

– O Brasil foi o primeiro país a quebrar o sigilo na internet. A partir da assinatura do termo de ajuste de conduta, começaram a ser criadas ferramentas para impedir a veiculação de material sobre pedofilia . É preciso que a Google, se ainda não concluiu, acelere esse processo.

Procurado pela reportagem , Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google, disse que os filtros para limar a pornografia infantil no Orkut funcionam normalmente desde 2008. Malta considera "bom" o relacionamento entre a empresa e a CPI.

Na próxima terça-feira (9), a comissão deve se reunir para decidir sobre a ida de um representante do Google no Brasil ao Senado – os parlamentares querem saber quais ferramentas já foram ativadas para bloquear a veiculação de fotos e vídeos de conotação sexual com menores no Orkut e também no YouTube.

Essa não é a primeira vez que a CPI quebra o sigilo de usuários do Orkut. Esses dados já resultaram até uma operação da PF (Polícia Federal) para coibir a prática, em 2009.
 

R7

Da redação do Plox

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