Segundo administração o Prefeito de Timóteo, Sérgio Mendes (PSB), foi convidado a compor o Conselho Nacional de Defesa Civil (CONDEC), órgão de natureza consultiva e deliberativa vinculado ao Ministério da Integração Nacional. Indicado para a função pela Frente Nacional de Prefeitos, Mendes contribuirá na definição de estratégias em todo o país na prevenção e enfrentamento de tragédias motivadas por catástrofes naturais e elaboração de políticas públicas que visam proporcionar condições seguras de moradia.
Por meio do ofício nº 20/2011, a Secretaria Nacional de Defesa Civil (SEDEC) convocou o prefeito de Timóteo a participar de reunião no dia 11 de julho na sede do Ministério, onde também será empossado no Conselho e posteriormente já tomará assento nas discussões. Entre as questões a serem discutidas, Mendes pretende incluir a situação dos 79 municípios mineiros que decretaram situação de emergência em função da seca que atinge o Norte e Nordeste do Estado.

“São regiões historicamente pobres, com a economia muito dependente das atividades rurais, que neste momento enfrentam uma situação muito complicada. Além de definirmos ações emergenciais de ajuda, é preciso destacar também a necessidade de já programar ações de prevenção para os municípios que sofrem em função das chuvas, para que novas tragédias não voltem a se repetir no próximo verão”, ressaltou o prefeito.
Conforme informações da Coodenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), em 2011 serão investidos R$ 9,8 milhões na construção de cisternas, além do forne-cimento de água potável e cestas básicas. Mas para resolver a questão, aponta Mendes, é necessário intensificar empreendimentos de médio e grande porte em regiões estratégicas, como construção de represas e barragens. Já quanto ao problema das chuvas, ele propõe a liberação de recursos para investir em habitações populares, muros de arrimo e instalação de gabiões, como também no reflorestamento e preservação dos topos de morro para evitar novas inva-sões em áreas de risco.
“O atual pacto federativo é muito injusto, pois retira dos municípios a capacidade de realizar grandes investimentos como estes. Já que atualmente os recursos estão nas mãos do Estado e da União, é dever deles preparar as cidades para os períodos chuvosos. Em Timóteo chegamos a declarar situação de emergên-cia, mas até hoje não recebemos ajuda. Não fosse pela dedicação da comissão municipal de Defesa Civil, muitas pessoas estariam desassistidas”, criticou.
Da redação do Plox
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