O embate comprado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para ingressar no capital social da Usiminas está significando, na outra ponta, um menor investimento em mineração. A preocupação é se a CSN conseguirá entregar a expansão prometida, mesmo diante de um investimento mais tímido. No primeiro semestre do ano, o montante destinado à expansão da mina Casa de Pedra somou R$ 99 milhões. No mesmo período de 2010 o montante chegou a R$ 107 milhões e em 2009 totalizou R$ 209 milhões.

A percepção do mercado é de que os gastos da siderúrgica de Volta Redonda (RJ) estão muito mais concentrados na compra das ações de sua concorrente em bolsa do que em aportes em mineração, segmento que, desde o ano passado, tem contrabalançado positivamente o desempenho da empresa, diante de um mau momento vivido pelo setor siderúrgico. "Dados os recorrentes problemas da CSN na execução de seus projetos, acreditamos em níveis baixos de investimentos para os negócios de mineração, incluindo portos, o que pode levar a um crescimento decepcionante no futuro", segundo relatório divulgado nesta semana pelo Barclays Capital.
Mesmo que a CSN já tenha realizado uma oferta para a Votorantim e Camargo Correa de aproximadamente R$ 5 bilhões, ainda não oficial, pela fatia de 26% que as companhias detêm na siderúrgica mineira, ainda pode estar avançando no capital da Usiminas com compras de papéis em bolsa. O último informe foi feito em 22 de agosto, quando a empresa presidida por Benjamin Steinbruch divulgou que aumentou a sua participação para 15,15% das ações preferenciais e 11,29% das ordinárias.
Embora a ofensiva da CSN tenha sido significativa, a expectativa de que a Nippon Steel barrará a entrada deixa em aberto qual será a decisão da siderúrgica em relação aos investimentos em ações da Usiminas. Isso porque, caso a japonesa amplie a fatia na empresa mineira, a CSN dificilmente terá qualquer tipo de influência no controle da Usiminas.
O Tempo
Da redação do Plox
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