sábado, 20/08/2011

Trabalho e emprego decentes são discutidos em seminário

Ipatinga sediou, durante a manhã desta sexta-feira (19), o 1º Seminário Municipal de Trabalho e Emprego Decente do Estado de Minas Gerais. O evento, que foi realizado no Clube dos Pioneiros, no Bairro Bom Retiro, foi promovido pela Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego (SETE) e contou com o apoio do Sindipa e da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Ipatinga (AAPI). O objetivo do Encontro foi promover um amplo debate envolvendo a temática de políticas públicas de trabalho, emprego e proteção social.

Cristiane Noronha participou do Seminário representando a SETE. Segundo ela, o trabalho decente é compreendido como o trabalho produtivo, adequadamente remunerado, exercido em condições de liberdade, equidade e segurança, capaz de garantir uma vida digna. Ela disse também que as conferências servirão para elaborar um Plano Nacional de Trabalho Decente. “Precisamos gerar mais e melhores empregos com igualdade de oportunidades”, lembrou.

Para o deputado estadual e presidente do Sindipa, Luiz Carlos Miranda, o seminário municipal serviu para discutir propostas para a região que podem fazer parte da Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Ainda durante o discurso, Miranda disse que a exploração do trabalho ainda é muito grande e que as Conferências, tanto regionais, quanto Estadual, quanto Nacional, são de grande importância para debater o trabalho decente. “Temos que discutir melhores condições de trabalho e de salário para avançarmos no sentido de melhorar as relações entre os empregadores e empregados”.

O presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, também participou do Encontro. Ele acredita que os empregados também precisam se preparar para receber melhores salários e com isso ter um trabalho decente. “Com empregados preparados, as empresas se tornam mais competitivas, com isso a remuneração do profissional também vai melhorar. Acredito que podemos transformar o Vale do Aço em um vale de oportunidades”.

DIEESE

Maria de Fátima Lage Guerra, economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), ministrou uma palestra para falar do apoio do Dieese à essas Conferências. De acordo com a economista, o trabalho decente não está ligado apenas à dimensão econômica. “O trabalho decente é qualquer ocupação produtiva adequadamente remunerada e exercida em condições de liberdade, equidade e segurança e que seja capaz de garantir uma vida digna para as pessoas”.
O evento, que abrangeu Ipatinga e região, contou ainda com a participação do vereador de Coronel Fabriciano, Luciano Lugão, do Presidente da AAPI, José Clementino de Carvalho, diretores do Sindipa, além de representantes dos trabalhadores, empregadores e poder público.
No fim do evento foram formados grupos tripartites, que discutiram os quatro eixos temáticos que permeiam o trabalho decente: princípios e direitos, proteção social, trabalho e emprego e fortalecimento dos atores tripartites e do diálogo social. Representante para a 1ª Conferência Regional de Trabalho e Emprego Decente do Estado de Minas Gerais também foram escolhidos.
Encontro Regional
O encontro regional será realizado no dia 2 de setembro e irá abranger 244 municípios do Rio Doce e da Zona da Mata. Na oportunidade, serão eleitos 60 delegados, que se somarão aos 60 escolhidos em cada uma das demais conferências, chegando aos 300 que se reunirão na Conferência Estadual, que acontece nos dias 6 e 7 de outubro, em Belo Horizonte. Já entre os dias 2 e 4 de maio de 2012, será realizada, em Brasília (DF), a 1ª Conferência Nacional de Emprego e Trabalho Decente.
Ausências

Diversas autoridades foram convidadas a participar do Seminário, mas muitas não compareceram. Para Luiz Carlos Miranda, é muito triste ver a falta de interesse de autoridades da região na discussão de temas de grande relevância para o Vale do Aço. “Vivemos dentro dos problemas e todos querem resolver, mas ninguém quer discutir”.

 

 

 

Da redação do Plox

PIMENTA É REFRESCO

Enviado por Anônimo (não verificado) em sab, 20/08/2011 - 10:32.

ESTAMOS ASSISTINDO O MESMO QUE ESTA ACONTECENDO NOS PAISES DA GRECIA E ESPANHA.
DERAM TANTO BENEFÍCIOS OS TRABALHADORES DA INICIATIVA PRIVADA,
INCHARAM A MÁQUINA PÚBLICA DE TAL FORMA, QUE AGORA O PAIS NÃO ESTA SUPORTANDO.

VOCÊS DIRETORES DE SINDICATOS, DEVERIAM MONTAR UMA EMPRESA PARA VOCÊS
SENTIREM NA PELE COMO É DIFÍCIO SER EMPREENDEDOR NESTE PAIS.

FICA MUITO FÁCIL MANDAR TAXA PARA PAGAR.

SÓ EM IPATINGA TEM MAIS DE 30 (TRINTA)SINDICATOS
TEMOS ATÉ SINDICATO PATRONAL.


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