O reajuste trimestral no preço do aço já é uma realidade para a Usiminas. No próximo dia 1º de agosto, a companhia vai corrigir seus preços em percentuais que variam entre 3% e 6%, numa reação à alta do minério, que teve o preço aumentado em 35% desde janeiro deste ano, e ao do carvão, que subiu 75% no mesmo período. “Haverá necessidade de reajustes futuros para cobrir as perdas do aumento de custo das matérias-primas”, afirmou quinta-feira o presidente da empresa, Wilson Brumer. Ele não confirmou, porém, se outros reajustes serão implementados ainda este ano. De acordo com ele, a pressão nos preços dos insumos obriga a Usiminas a corrigir seus preços, porque só assim será possível fazer frente aos projetos da companhia e atender às expectativas dos acionistas.
No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 347 milhões, um crescimento de 3% ante igual intervalo do ano anterior. No primeiro semestre, alcançou R$ 676 milhões, um crescimento de 273% frente a igual período de 2009, quando a crise econômica global atingiu em cheio a siderúrgica. Entre abril e junho deste ano, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) saltou 526%, para R$ 872 milhões, ante os R$ 139 milhões do segundo trimestre de 2009. Já a receita líquida da companhia alcançou no segundo trimestre deste ano R$ 3,587 bilhões, um valor 49% maior que o do mesmo intervalo de 2009.
Diante da perda de market share durante a crise, fruto da falta de produtos para oferecer ao mercado e da retração de 56% no segmento de chapa grossa durante o ano de 2009 – a maior registrada no segmento siderúrgico -, a Usiminas dá prosseguimento ao plano de investimentos iniciado em 2007 e que será encerrado em 2014, com aportes de R$ 14 bilhões. Em agosto, entra em operação a Coqueria nº 3, que tem o objetivo de tornar a empresa autossuficente em produção de coque. A expansão da linha de galvanização será concluída no primeiro semestre de 2011 e tem o objetivo de atender ao mercado automotivo e o de linha branca. A expansão da linha de chapas grossas pretende atender a demanda do pré-sal, setor naval e de bens de capital. Por último, um laminador de tiras a quente entrará em operação no segundo semestre de 2011 em Cubatão. Os investimentos vão adicionar R$ 3 bilhões em valor à companhia e vão representar 2,6 milhões de toneladas adicionais de produtos com maior valor agregado.
A Usiminas pretende ficar com metade das 4 milhões de toneladas de aço em encomendas previstas para o setor de óleo e gás nos próximos 10 anos. A estimativa foi feita pelo gerente geral de comercialização da Usiminas Mecânica, Paulo Sebastião Marques, para quem o volume esperado contempla encomendas da Petrobras, Transpetro, OSX, OGX e outras companhias do setor. De acordo com o executivo, que participou do Seminário sobre Perspectivas e Condicionantes do Desenvolvimento do Setor Siderúrgico do Estado do Rio de Janeiro, na sede da Firjan, o volume total previsto para atender ao setor de óleo e gás significa uma média de 400 mil toneladas por ano, abaixo de 30% da atual capacidade de produção de chapas grossas da companhia, que é de 1,5 milhão de toneladas por ano.
Uai
Da redação do Plox
Veja também
Comentar