sexta-feira, 15/07/2011

Usiminas avança em estratégia para tornar cadeia produtiva do aço ainda mais competitiva

Além de investir constantemente no aumento do valor agregado do aço e em novas tecnologias na Usina, a Usiminas também está avançando na estratégia de verticalizar sua cadeia produtiva. O objetivo é aumentar a produtividade de insumos estratégicos, como energia, coque e minério. Nesse sentido, a subsidiária Mineração Usiminas arrendou os direitos minerários da MBL Materiais Básicos. A negociação inclui também a aquisição de um estoque de 6 milhões de t de minério de ferro, no valor de US$12,50/t a ser pago parceladamente, e de uma planta para beneficiamento de minério, ambos de propriedade da MBL.

Os direitos minerários da MBL fazem divisa com os da Mineração Usiminas, na região da Serra Azul (MG), o que amplia o acesso da empresa às suas reservas. Para o diretor executivo da Mineração Usiminas, Wilfred Bruijn, a otimização das reservas é um passo importante para a integração da cadeia produtiva do grupo Usiminas. “Vamos alcançar, em 2015, a capacidade de produção de 29 milhões de t de minério de ferro, sendo uma das premissas a realização de parcerias com outras empresas na região de Serra Azul, por meio de lavra conjunta e arrendamentos”.

O arrendamento tem duração de 30 anos ou até o esgotamento das reservas, hoje estimadas em 145 milhões de t. Adicionalmente, este acordo libera reservas estimadas em 253 milhões de t de reservas nos direitos minerários da Mineração Usiminas, permitindo lavra conjunta entre as duas áreas. Sobre as 145 milhões de t, a Mineração Usiminas pagará US$ 7,50 por tonelada lavrada. Esse valor será reajustado em linha com a variação do preço internacional do minério de ferro, e será pago mensalmente na medida em que a Mineração Usiminas lavrar as reservas da MBL.

A planta para beneficiamento de minério, com capacidade de 1 milhão de t/ano, será adquirida pela Mineração Usiminas para processamento de granulados e hematitinha. Já o montante de 6 milhões de t de minério de ferro, provenientes de estoque da MBL, será reprocessado pela Mineração Usiminas em suas plantas atuais.

A negociação inclui, ainda, terrenos e imóveis correspondentes à superfície dos direitos minerários, além de outros contíguos, o que permitirá a livre realização das atividades de lavra.

Energia e coque
Em continuidade à estratégia de verticalização de sua cadeia de valor, a Usiminas vai otimizar o consumo atual de energia elétrica com o objetivo de tornar-se autossuficiente neste insumo até 2015. Entre alternativas analisadas para este fim, estão: redução do consumo via melhoria contínua e pequenos investimentos; tecnologias e processos de otimização do mix de combustíveis; tecnologias de geração de energia a partir dos processos de produção (cogeração) e eventual participação em ativos de energia.

O primeiro passo já foi dado. No dia 16 de junho, Usiminas e Cemig assinaram um contrato para aumentar a eficiência do consumo de energia e reduzir custos operacionais da empresa. O acordo, no valor de R$ 8,3 milhões, envolve a solução técnica apresentada pela empresa Yaskawa, de serviços e componentes elétricos, para a implementação de um projeto de otimização do consumo energético, com a redução de cerca de 2,5 MWh/mês para a linha de produção na Usina de Ipatinga.

Outro foco da Usiminas é atingir a autossuficiência em coque, um dos principais insumos siderúrgicos. Após a inauguração da coqueria 3, em 2010, que ampliou a capacidade de produção em 750 mil toneladas de coque por ano, o próximo passo da Usiminas em direção à eficiência por esse tipo de insumo é a reforma da coqueria 2. O projeto já está em curso.

 

Da redação do Plox

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