Um estudo divulgado nesta semana pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre as instituições socioeducativas de Minas traz uma triste realidade. Além de denúncias de maus-tratos e detenção precária, o documento revela que um grande número de jovens cumpre medidas de internação em cadeias e estabelecimentos penitenciários. O relatório traz também situações degradantes impostas aos adolescentes que deveriam ser preparados para o retorno à sociedade.
O documento descreve casos em que adolescentes infratores ficam em penitenciárias e cadeias por um prazo maior que os cinco dias permitidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Alguns internos afirmam ter recebido tratamento ofensivo e degradante.

Outros alegam que foram mantidos presos com uma prática conhecida como "escorpião", quando têm pés e mãos amarrados a correntes presas a algemas. Outra técnica usada para prender os jovens seria, segundo os entrevistados, a "Jesus Cristo", em que as mãos são algemadas e presas para cima, em posição semelhante à de uma cruz. Os agentes educativos estariam usando roupas como as de policias, o que é proibido por lei.
Apuração. A assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) disse que eles foram informados do resultado logo após a conclusão do relatório, em junho. Desde então, todos os adolescentes que estavam nas unidades prisionais foram liberados - eles estão cumprindo outras medidas socioeducativas ou foram encaminhados a centros apropriados.
Sobre as denúncias de agressividade, a Seds afirma que os monitores devem seguir o protocolo do Procedimento Operacional Padrão, documento que traz orientações sobre uso de força e ‘algemação’ dos adolescentes. A secretaria disse que está fazendo seu próprio relatório para acompanhar o caso de perto e que as denúncias de maus-tratos serão apuradas - caso confirmadas, os funcionários serão punidos. O Estado destaca que o relatório traz também o reconhecimento de que o sistema estadual está em ‘linha de melhorias’.
As visitas foram realizadas em março, em 19 unidades de internação e 12 varas da infância e da juventude em várias regiões do Estado.
O Tempo
Da redação do Plox
Muito pior é situação
De milhões de adolescentes que não são infratores e são diariamente castigados pelo descaso e falta de politica pública para pelo menos investigar as potencialidades que estão adormecidas e esperando apenas um simples empurrão do poder público.
Preocupa-se muito com preso condenado e com bandido juvenil; mas o direitinho fica no esquecimento, afinal ele não invade a casa de ninguem, ele não usa violencia contra nada, ele é calmo e esperanççoso como o povo brasileiro.
Deviam olhar com mais atenção a situação de risco generalizada que vive a nossa adolescencia e não apenas se preocuparem como estão sendo barrados pela lei etec etc; enchem esta turma de marginal de direitos à custa do cerceamento dos direitos legitimos dos verdadeiros cidadãos e cidadãs do nosso pais.Vamos tratar bandido como bandido; viciado como viciado e não como casos que devem ter prioridade. Está de um jeito que tem gente querendo virar bandido só para receber e ter os direitos preservados.
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