sexta-feira, 28/01/2011

Caso “Markinhos Burn” pode ser arquivado pela Justiça



Um crime que envolve mistério e informações desencontradas pode entrar para a lista de falhas da Justiça. A morte do estudante Marcos Vinícius Gonçalves Souza, 16, Markinhos Burn, como era conhecido, pode ser mais um caso arquivado, sem punição dos culpados, sem esclarecimentos à sociedade e sem o último alento dos parentes: a certeza de que os culpados pagarão por seus atos.

Em mais um ato deste enredo, o promotor Fábio Finotti, da Vara da Infância e Juventude, enviou à Justiça o pedido de arquivamento do inquérito que investiga o assassinato do adolescente morto no dia 08 de julho de 2009, assassinado com um tiro na cabeça, quando estava no Parque Ecológico das Águas, na avenida Marechal Cândido Rondon com a rua Novo Hamburgo, no bairro Veneza I em Ipatinga.



Markinhos gostava de lidar com fotografias
 

Os possíveis motivos que levaram ao assassinato do estudante são desconhecidos. Ele nunca se envolveu em crimes e tampouco seria usuário de drogas. Levantou-se uma suspeita de que Marcos havia sido atingido por uma ‘bala perdida’. Entretanto, durante exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML) de Ipatinga, essa hipótese foi praticamente descartada. Havia resquícios de pólvora no crânio do estudante, o que indica que o tiro que o matou foi efetuado à queima-roupa ou a curta distância, pois o tiro entrou na cabeça de cima para baixo, partindo de uma arma de calibre 22. Segundo um especialista em balística, se tivesse sido dado à longa distância, um tiro desse calibre não teria potência para perfurar o crânio da vítima.

Segundo declarações do promotor, os autos do processo não apresentam provas suficientes para incriminar qualquer pessoa e caberá agora ao juiz da Vara da Infância e Juventude, José Clemente, a decisão sobre aceitar ou não o arquivamento do processo.

Ao analisar os autos, o magistrado pode ter outro entendimento. Se isso ocorrer, o caso será encaminhado para o procurador geral da justiça, que poderá arquivar ou designar outro promotor para dar continuidade na apuração.

Segundo o inquérito policial o suspeito de ter assassinado Markinhos é um adolescente, na época com 15 anos, que estava junto à vitima.

O Promotor, no entanto, afirmou que as provas constantes dos autos são insuficientes, mas que mesmo após o arquivamento o processo pode ser retomado desde que novas provas sejam acrescentadas. Ele destacou, porém, que se o suspeito completar 21 anos antes do julgamento, ele ficará livre de qualquer pena.

Amigos do jovem morto fizeram uma rede de solidariedade e de cobrança de justiça. Muitas mensagens são postadas na internet homenageando e questionando o andamento das investigações.

Este é um dos vários vídeos feitos por amigos de Markinhos


A estudante Vivien Tomasello postou na rede uma música que segundo ela, foi feita em homenagem ao amigo falecido. Vivien, que reside em Ipatinga, é filha de um italiano e uma brasileira. Sua mãe é professora de inglês.  

Sabe-se que antes de morrer Marquinhos estava na companhia de mais quatro jovens. “Eles sabem muito bem quem matou o Burn. Se não falam é por que fizeram um pacto de silêncio’, postou na internet um dos amigos da vítima.

O pai da vítima, José Geraldo Rosa, 47, tem se dedicado a buscar o esclarecimento e a punição dos envolvidos.



Neste vídeo, feito pouco antes de sua morte, Markinhos que era aficionado por fotografia, brinca de ensinar um tema sobre iluminação.

 

 

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