
O caso provocou discussão sobre mortes violentas de jovens no Vale do Aço
Um estudo recente da Tabulare Pesquisa & Inteligência, enviado a redação do PLOX, concluiu que os casos de mortes brutais entre jovens com até 24 anos de idade estão crescendo no Colar e Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA). A constatação foi possível após compilar os dados do Relatório Estatísticas de Registro Civil, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Do total de 1331 mortes de natureza violenta, 323 são jovens entre 15 a 24 anos, ou seja, 24,2%.
Segundo o estudo, o mais preocupante é que em 2006, os jovens representavam 23% das mortes violentas, mas em 2010 o índice saltou para 26%. A média de crescimento anual de mortes violentas nos últimos cinco anos na região foi de 10%, enquanto a média nacional é de menos de 1%.
O acidente de trânsito que causou a morte de duas jovens e deixou outras duas feridas, na madrugada de 31 de dezembro, véspera de ano, no bairro Ideal, veio engrossar esta estatística.
O acidente aconteceu pouco antes das 3h da madrugada e não teve testemunha. As circunstâncias em que ocorreu eram quase que totalmente desconhecidas. Atendendo ao grande número de mensagens solicitando uma reportagem sobre o caso, o Plox se empenhou em buscar informações que pudessem trazer um pouco de entendimento ao trágico episódio que vitimou as quatro garotas, enlutou famílias e consternou a população. Uma das mortas naquela madrugada era menor de idade.
Nayara Silva (Centro da primeira foto) - Larisa e Jussara (Segunda foto)/ Fotos: arquivo pessoal divulgado na internet
A reportagem esteve no local alguns dias e depois e conversou com os vizinhos que socorreram as vítimas. Também esteve na casa da motorista e conversou com sua mãe adotiva, a professora aposentada Helenir Felix de Souza. Os amigos e familiares das vítimas fatais também participaram do vídeo documentário sobre o assunto. Destes últimos ouvimos os lamentos e as dores dignas de compaixão.
Mas foi dos vizinhos, que ajudaram no socorro, que vieram os depoimentos mais chocantes. Pois estes afirmaram unanimemente que havia fortes sinais de que a bebida foi a “causadora” da tragédia.
Mayara Chaves, enfermeira que ajudou no socorro
A enfermeira Mayara Chaves, 23, mora em frente ao local do acidente, contou que acordou e foi ver o que tinha ocorrido. A cena por ela descrita é chocante. A profissional da área de saúde garante que as duas sobreviventes apresentavam sinais inquestionáveis de que estavam embriagadas. “Era muito nítido e a motorista estava mais bêbada ainda”, afirmou.
A afirmação da enfermeira foi repetida por todas as testemunhas que falaram com o PLOX. A mãe da motorista, a professora aposentada, Helenir Felix de Souza, educadamente conversou com a reportagem e afirmou não ter conhecimento se sua filha tem o hábito de beber. Por outro lado, ela lamentou a dificuldade que todos os pais encontram ao tentar impor limites para os filhos. “A desobediência é a mãe das coisas erradas. Eu nunca gostei de ver minha filha na rua, mas toda vida me desobedeceu e fica até tarde na rua”, afirmou a mãe da jovem.
A professora Helenir e a filha, Jéssica, motorista do carro que saiu ferida e se encontra em recuperação
“Era uma cena triste. Meninas tão bonitas, tão cheias de vida. A motorista só me dizia que queria ir para casa dormir, pois estava muito bêbada e queria tomar um banho. Ela nem se deu conta do que tinha ocorrido”, afirmou a comerciária Ana Paula, 30 anos, que ficou no abrigo do ponto de ônibus com a motorista até ela ser medicada, pois sentia dores no abdômen.
Ana Paula é moradora de uma rua mais distante, mas disse que o barulho foi muito forte. “Assim que ouvi aquele barulho, fui para a avenida. De longe eu vi o corpo de uma mulher no meio da pista, debaixo da chuva”, afirmou.
O acidente
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Eram quase três horas da madrugada de 31 de dezembro, véspera de ano novo. A motorista do automóvel Siena, placas HCA-2157, de Timóteo, a estudante de direito Jéssica Santiago Soares, de 20 anos e suas amigas, Larissa Lorrayne Ventura Gomes, de 17 anos, Nayara Christine de Oliveira Silva, de 22 anos e Jussara das Dores Arruda, saíram de um bar no bairro Cidade Nobre em Ipatinga.
Elas tinham ido comemorar o aniversário de Jussara, que completava 19 anos. O carro seguia no sentindo ao bairro Ideal. Chovia naquela noite. Quando passavam pela Rua Pedro Nolasco, no final de trecho com uma reta, o carro rodou na pista e bateu com o lado esquerdo em uma árvore, à esquerda da pista.
O PLOX teve acesso ao veículo, que se encontra para reparos em Timóteo. Utilizando de tecnologia de computação gráfica e baseados nos depoimentos, conseguimos fazer uma pequena reconstituição do acidente.
Por meio de computação gráfica a imagem do carro (real) foi colocada no local do acidente. (A porta e o pára-lamas foram removidos para conserto)
Larissa, a mais nova, que estava sentada atrás da motorista, recebeu o maior impacto e morreu na hora. A árvore deixou uma grande marca redonda na porta de trás, onde ela estava assentada. A comerciária Nayara Silva, que estava ao seu lado, foi lançada para fora e foi parar no meio da pista, à cerca de cinco metros do carro, que em seguida, subiu na calçada. Ela chegou a ser socorrida, mas acabou morrendo. Ao que tudo indica, a jovem não usava cinto de segurança.
Jéssica, a motorista, e Jussara, que estava ao seu lado, permaneceram lúcidas. Jussara fraturou o braço e teve de ser operada. Jéssica queixava-se de uma dor no abdômen, sendo constatado depois que ela teve um ferimento interno (fígado). Quando estivemos em sua casa a mãe informou que ela se encontrava dormindo. Entramos em contato por telefone com Jussara, para saber dela como aconteceu o acidente. Ela, que reside no Bairro São Domingos, em Coronel Fabriciano, disse que não iria falar sobre o caso.
A engenheira ambiental Cibele Chaves, 26, irmã da enfermeira, informou a posição que se encontravam o veículo e as vítimas após o acidente. Ela também descreveu detalhes do socorro.
O namorado e a irmã de Nayara (centro)e as amigas dela
A distância na qual foi jogada uma das garotas mortas aliada às marcas na árvore e no carro indicam que houve um impacto muito forte. O PLOX teve acesso ao Boletim de Ocorrência do acidente. Segundo o documento, a velocidade permitida no local é de 40 Km por hora.
O laudo pericial deve ficar pronto ainda este mês.
O casal Adil Barbosa e Maria de Lourdes, que após a morte da filha em 2008, fundaram uma entidade para defesa da vida, lamentaram o acidente do Bairro Ideal. “Nossa filha, Raquel Barreto, morreu vítima de um motorista bêbado. Decidimos então lutar para conscientizar os motoristas sobre esse assunto tão grave. Faremos isso até o fim de nossas vidas”, afirmou o homem.

Maria de Lourdes é incisiva em suas afirmações. Para ela o maior perigo é a pessoas acostumarem com a violência deste acidentes e acharem tudo normal, criando um mundo insensível. “Quanto aos meus sentimentos, não gosto que sintam pena de mim. Prefiro que se conscientizem da importância de todos lutarem por um trânsito mais seguro. Isso sim é o que importa”, disse.
Violência entre jovens tende a ser “padrão comum”, retrata estudo
“Comparando-se ao batimento de 2006, a taxa de crescimento de mortes violentas entre jovens foi de 39%”
O estudo da Tabulare Pesquisa & Inteligência agrega gráficos e depoimentos que urgem por uma atitude quanto ao comportamento agressivo dos jovens. O documento não separa os dados por sexo, mas fizemos um apanhado em arquivos da imprensa regional nos últimos 20 anos e percebemos que certos hábitos e costumes antes mais associados aos rapazes, agora também são comuns para as garotas. As páginas policiais eram ocupadas naquele tempo por jovens do sexo masculino.
O aposentado Manoel de Souza, 68, disse que as preocupações dos pais de atingamente eram diferentes para filhos homens e filhas mulheres, mas que a cada dia elas se igualam. “A preocupação com filha mulher era basicamente que ela se mantivesse virgem. Filho homem dava mais trabalho, podia cismar de beber, fumar, usar droga, correr de carro ou de moto, roubar e coisas assim. Mas agora acho a preocupação dos pais são as mesmas para meninos e para meninas”, afirmou.
O estudo da Tabulare faz um comparativo entre os anos 2010 e 2006 e afirma que comparando-se ao batimento de 2006, a taxa de crescimento na região foi de 39%. Em números absolutos 82 em 2010, contra 59 em 2006. Os números são referentes aos 26 municípios que compõem o colar e a região metropolitana.
O estudo apresenta informações das mortes na população e de quais ocorreram por meios violentos, o que inclui homicídio, suicídio e acidentes de trânsito, entre outros.
Contabilizadas todos os registros, a taxa média de crescimento anual das mortes violentas na região foi de 7,2%, - cinco vezes mais à evolução nacional.
“Comparando-se ao batimento de 2006, a taxa de crescimento de mortes violentas entre jovens foi de 39%”
Análise
O estudo cita a opinião do psicólogo Sérgio Kodato, do Observatório de Violência da USP (Universidade de São Paulo), de que as mortes de perfil violento, em geral, se manifestam mais por autores dos crimes que se sentem motivados pelo clima geral de violência e de impunidade.
No caso dos jovens, Kodato atribui a alta ao comportamento imprudente da faixa etária, com um estilo de vida de se expor mais aos riscos, muitas vezes associado às drogas, álcool e brigas.
"Há um segmento entre os jovens que adota a violência como sentido para sua existência. Enxerga na violência um instrumento de poder", afirmou o especialista.
Mortes na região somam quase 17 mil em cinco anos
Já em relação ao total de mortes, sejam elas de natureza violenta ou natural, o levantamento diz que a taxa de evolução apresentou a mesma tendência nacional – 2,6%. De 2006 para cá já morreram 16.726 pessoas na região.
Provavelmente por ter maior número de habitantes e sediar o maior hospital, Ipatinga registrou o maior número de mortes nos últimos cinco anos – 9.466.
Embora tenha uma população inferior a Coronel Fabriciano, Timóteo é a segunda do ranking que mais registrou número de óbitos – 2077. Em Fabriciano foram – 1936 mortes. Belo Oriente teve 615, Açucena teve 289 e Braúnas 241 mortes.
“Comparando-se ao batimento de 2006, a taxa de crescimento de mortes violentas entre jovens foi de 39%”
NOSSA QUE DOR TERRIVEL. EU
NOSSA QUE DOR TERRIVEL. EU NAO CONHECIA A LARISSA, MAS CONHECIA A NAYARA....
ESTOU INDIGNADA PELA A MORTE DESSAS 2 MENINAS QUE TINHAM MAIS OU MENOS A MINHA IDADE...
A JESSICA E A FAMILIA DELA TINHAM QUE TER VERGONHA DE TUDO ISSO Q ACONTECEU...VOU ORAR POR TODAS E ESPERO QUE SE A JUSTIçA NA TERRA NAO FOR FEITA....ESPERO CONCERTEZA NA JUSTIçA DIVINA.....DEUS SABE DE TODAS AS COISAS.
QUE MUNDO CRUEL....QUE MAE CRUEL ESSA QUE ESTA PREOCUPADA COM AS PRESTAçOES DO CARRO....MEU DEUS TEM MISERICORDIA....
FORçA PRA TODA A FAMILIA DA LARISSA.....
UM BEIJO GRANDE NOS SEUS CORAçOES....VOU CONTINUAR ORANDO
o que isso?????? depois d
o que isso?????? depois d matar as 2 amigas ja ta no roque?????????????????????? JUSTIçAAAAAAAAAAAAAA
nossa nem acredito q ela nao
nossa nem acredito q ela nao vai pagar pela morte dessas 2 meninas.....o que ela anda fazendo???????
Até agora nada de
Até agora nada de punição..até onde eu sei essa Jessica esta ótima..e sem remorço nenhum!! Ela fez o q fez..pq a parcela de culpa dela é grande!!..e vai sair só com a perda do carro..pq do jeito q ela ta ..não parece ter perdido duas amigas!!...Soube q o pai dela é policial...é por isso que ela não deve ter respondido a nada..axo q a familia das meninas nao registraram queixa..mas a sociedade se queixa por que ela poderia ter matado mas alguem ..uma pessoa q nao tivesse nada a ver com o acontecido..Temos q parar de aceitar as injustiças..e começar a tomar algumas atitudes..pq falar não resolve em nada!!!
será que vamos ter que ir
será que vamos ter que ir todas na delegacia e fazer protesto para prender essa irresponsável?ela pode matar mais pessoas por q ja viram ela bebendo novamente
que bsurdo
nao entendo por q essa garota ainda nao foi punida,ela finjiu de sonsa e com isso está ganhando a liberdade,é muito triste a mãe dela se preocupar em ter perdido o carro,enquanto os familiares de nayara e larissa perderam vidas,ela é muito materialista,e está apoiando e defendendo a filha de um coisa que ela fz conciente,ter bebido e dizem tbm que ela mexe comdrogas,poxaa,é super triste,kd a justiça,ela tem que ser presa
A VERDADE
A verdade e q o crime ja esta impune, quem teve alguma noticia q essa Jessica teve pelo menos q responder algo, nao sei sobre a familia das meninas mortas, se estao mobilizando alguma coisa e se esta, esta tudo muito escondido, tem q por a boca no mundo, ja se vao 2 meses e tudo esta ficando muito barato pra senhora q perdeu so o carro, um carro e uma pechincha pra quem tirou a vida de 2 garotas!!!
Diante de tanta dor pude
Diante de tanta dor pude observar o quanto as pessoas sao apegadas em valores , enquanto duas familias ias sentiam por suas perdas humana , a mae da garota que provocou o acidente por irresponsabilidade so pensou que tinha perdido o seu carro e mais que iria ainda paga-lo ate 2014. Se a nossa sociedade nao abrir os olhos podemos estar educando monstros pois os valores que estão dando aos filhos são de futilidades , o ser humano com caráter parece esta sendo instinto
IRRESPONSÁVEL
Essa motorista tem que Orar muito a DEUS e pedir misericordia ,poque a culpa é grande,isso se ela estiver sentindo culpada com a morte das 2 colegas,a mãe logo se vê que só pensou no carro ,vc nâo tem vergonha não duas vidas se foram e voçê falando em carro coisas materiais , agora pede muito DEUS pela sua filha ,porque a justiça pode falhar ,mas DEUS NUNCA falha ,
Duas jovens mortas é muita
Duas jovens mortas é muita irresponsabilidade, da motorista, ela poderia te ligado para alguém ir busca-las, usado outro transporte, menos colocar todo mundo em risco, foi muita IRRESPONSABILIDADE, tem que responder criminalmente por isso sim, não se da conta nem que acidentou estava muito mal mesmo.
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