quarta-feira, 26/03/2014

Mulher acamada pede socorro em Fabriciano

CORONEL FABRICIANO – Nossa reportagem foi procurada por Rita de Cássia Santos, 46 anos. Ela pede ajuda para a irmã deficiente e acamada, Maria Perpétuo Socorro Liberato, 54 anos, residente na Rua Rouxinol, no bairro Frederico Ozanan.

Segundo Rita, há cerca de três anos, sua irmã sofreu dois AVCs ( Acidente Vascular Cerebral) e devido ao fato, ela ficou com graves sequelas. Segundo conta Rita, sua irmã é totalmente dependente de terceiros, pois não anda, não senta, sente fortes dores nos ouvidos e no corpo. Ela conta que suas pernas já estão se atrofiando devido ao fato de não se locomover, nem mesmo por meio de uma fisioterapia.

Além de todos os problemas citados, Rita diz que Maria está acima do peso, e que hoje ela pesa 110 kilos, o que torna ainda pior a situação de quem tenta carregá-la. Ela possui dificuldades para ir ao banheiro. “Não temos como levar ao Hospital. Eu trabalho. Não tenho ninguém que possa cuidar dela por mim. Já acontece por muitas vezes de ela ficar até 30 dias sem tomar banho, sendo higienizada com pano, aqui mesmo neste sofá”, disse Rita.



Rita continua seu desabafo dizendo que: “Já procurei tudo e todos neste Vale do Aço inteiro. Ninguém me ajuda. Mesmo eu dizendo que ela é aposentada. Procurei asilos, eles me disseram que por ela ter somente 54 anos, não poderiam recebê-la. Procurei o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Fui mal recebida e as repostas são humilhantes. Em um posto do CRAS do bairro Santo Antônio, a assistente disse-me que, você não quer que eu vá lá trocar sua irmã né?. Procurei o CREA, Clínicas de reabilitação, políticos, prefeitura e nada, não consegui ninguém para me ajudar. A minha irmã sofre. Ela fala pouco, sente falta de ar. Ela só tem a mim para cuidar dela e eu trabalho fora. Mesmo assim, sozinha eu não aguento por que ela está muito pesada. Tenho que ficar pagando as pessoas para vir trocar as fraldas dela, mas quando não tem ninguém para vir, ela fica suja o dia todo. Acredito que a solução seria um centro de reabilitação com profissionais para ajudar. Ajudar ela a perder peso, fazer uma fisioterapia e mudar esta vida triste que minha irmã está vivendo”, desabafou a irmã.

Com poucas palavras, Maria conversou com a reportagem e disse: “Estou acamada tem uns três anos. Mas que eu não ando tem um ano e seis meses. Meu marido faleceu, antes era ele quem cuidava de mim. Não aguento andar, nem sentar. Depender das pessoas é constrangedor e humilhante. Dependo de ajuda para tudo e nem sempre tem quem possa me ajudar e eu entendo as pessoas, cada um tem sua vida né?”, disse a mulher, que neste momento derramou em lágrimas.

CRAS
Procuramos por telefone a pessoa responsável pelo CRAS, na Rua Cirineu Teixeira, 1.100, no bairro Santo Antônio. Falamos com Camila Portuense. Ela nos disse que tem conhecimento da situação, mas que não é autorizada a falar. Ela nos direcionou a procurar a Secretaria Municipal de Assistencia Social, no setor de Gerência de Proteção Básica e falar com a responsável por nome de Débora pelo telefone (31) 3846-7738. Tentamos contato telefônico na tarde dessa quarta-feira (2) as 17h20, mas fomos informados que o expediente teria se encerrado as 17h.

Polícia



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