quarta-feira, 02/10/2013

Policiais acusados de homicídio, presos em BH, depõem em Ipatinga

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

policia

IPATINGA - Chegaram a Ipatinga, no início da tarde dessa quarta-feira (2), os três policiais acusados de participação no homicídio de dois jovens em 2010 no distrito de Ipabinha, em Santana do Paraíso. Este é um dos crimes investigados e abordados pelo jornalista Rodrigo Neto, morto a tiros em março.

Fabrício Quenupe, Ronaldo Oliveira e Elton Pereira da Costa estão presos na casa de custódia da Polícia Civil em Belo Horizonte desde maio deste ano. Eles vieram para serem ouvidos sobre o processo no Fórum de Ipatinga.

Os acusados saíram da capital no início da manhã. Por volta de 12h40 chegaram ao Fórum, em carros do Departamento de Operações Especiais de BH, escoltados por investigadores de polícia.

Os três não estavam algemados e entraram por uma porta nos fundos do prédio.

PMFabrício Quenupe ao centro da foto

Policial presoRonaldo Oliveira (de camisa branca)

policial presoElton Pereira da Costa, já dentro do Fórum

 

Churrascaria

Alguns leitores enviaram mensagens para a redação do PLOX afirmando terem visto os acusados, na hora do almoço, pouco antes de entrarem no Fórum, em uma churrascaria no bairro Veneza em Ipatinga.

Imprensa impedida de entrar no prédio

Vários profissionais de imprensa se aglomeraram na porta do Fórum. Eles foram impedidos de entrar no prédio sob a alegação de que “a presença de jornalistas poderia trazer tumultos”. Esse ato levou o Comitê Rodrigo Neto a emitir uma nota de repúdio. Veja:

NOTA DE REPÚDIO

O Comitê Rodrigo Neto manifesta seu repúdio à decisão do juiz da 1ª Vara Criminal, Thiago Grazziane Gandra, de impedir a entrada dos profissionais de imprensa no Fórum da Comarca de Ipatinga por ocasião da audiência de instrução dos policiais civis Fabrício Quenupe, Ronaldo Oliveira e Elton Pereira da Costa.

O Comitê Rodrigo Neto ressalta que a prisão dos policiais acusados de extermínio e “limpeza social” na região só foi possível mediante a ação insistente da imprensa, cobrando solução para o assassinato do jornalista, o que levou a força tarefa de Belo Horizonte a apurar também os crimes que Rodrigo Neto denunciava, entre eles, o que envolve os policiais citados.

Em todos os momentos, a liberdade de expressão e o livre exercício do jornalismo foram fatores fundamentais e determinantes para a apuração do caso e prisão dos envolvidos em crimes de extermínio. Portanto, proibir a presença da imprensa no interior do Fórum neste momento é uma forma de coibir o livre exercício do jornalismo e o direito da sociedade à informação.

Comitê Rodrigo Neto

 

O duplo homicídio

Os homicídios, os quais recaem sobre os investigadores, vieram a público em julho de 2010, quando os corpos de dois jovens foram encontrados às margens de uma  estrada vicinal próxima ao Córrego Boa Vista, em Ipabinha, em meio a um matagal. As marcas deixaram evidenciavam que os jovens, encontrados nus, foram executados com tiros na cabeça.

Foto: Jornal Vale do Aço

Um dos executados se chamava Glauco Antônio Lourenço, de 22 anos, acusado de ter invadido um sacolão no bairro Canaãzinho e matado o aposentado Domingos Couto de Barros, 78 anos, com um tiro no peito em um assalto.

O outro corpo era do lavador de carros Marcos Vinícius Lopes de Oliveira, de 18 anos, que estava desaparecido desde o dia 25 de junho daquele ano. Na época, algumas pessoas disseram que ele foi visto vivo pela última vez ao ser conduzido para a delegacia no centro de Ipatinga, onde atuavam os investigadores agora presos.

O que já foi publicado sobre o caso

 

policiais presos

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