sexta-feira, 05/02/2010

Como manter a eficiência do sistema de ignição?

A queima eficiente da mistura ar/combustível na câmara de combustão é fundamental para que o motor produza potência. Independentemente do tipo e de quando o carro foi fabricado, a centelha que salta das velas é a principal responsável pela explosão, que se reflete na economia de combustível e no desempenho. Como existe muita turbulência nos cilindros durante a fase de compressão, a corrente elétrica e o tamanho da faísca precisam estar de acordo com os parâmetros estabelecidos pelos fabricantes.
Ao longo do tempo, o sistema de ignição teve seus componentes reduzidos e passou a ser controlado pelo mesmo módulo da injeção eletrônica. As bobinas foram substituídas por transformadores de ignição, ou por pequenas unidades monitoradas por sensores que transmitem energia para as velas sem passar pelo distribuidor (este foi extinto como parte do processo de evolução).

Nos carros atuais, ficou mais simples manter o sistema funcionando com perfeição. O prazo médio de troca das velas com eletrodo de platina já chega a 80 mil km, ante os 20 mil km das velas convencionais. Para tê-las funcionando bem, a cada 30 mil km basta verificar se a folga do eletrodo está de acordo com as especificações de cada fabricante. Já nas velas convencionais essa verificação deve ser feita a cada 10 mil km. Como parte do sistema, os cabos de vela não podem estar descascados e sujos, o que causa fuga de corrente e, conseqüentemente, perda de eficiência.
Já nos modelos com distribuidor, o rotor (cachimbo) que distribui a energia para as velas deve ser verificado a cada 5 mil km e trocado a cada 20 mil. A tampa do distribuidor não deve ter rachaduras e os contatos precisam estar em bom estado e livres de umidade. No caso dos carros com platinado, além da regulagem e da limpeza a cada 5 mil km, ainda existe a necessidade de regular o ponto de ignição com mais freqüência. As bobinas antigas (com filamentos e refrigeradas por óleo) devem estar sempre limpas e secas.
Nos motores preparados, com a quantidade de mistura ar/combustível enriquecida (há mais combustível a ser queimado) e a taxa de compressão aumentada, é preciso que a centelha das velas seja maior e mais forte. Por isso, as bobinas originais são trocadas por outras com maior voltagem. Além disso, são instaladas velas com mais de um eletrodo que dissipam melhor o calor ( são mais "frias") e os cabos de vela geralmente passam a conduzir a maior corrente elétrica por fios de cobre mais espessos.
A não ser que a preparação exija um sistema de ignição mais eficiente, essas modificações não melhorarão o rendimento do motor. Normalmente, o recomendável é usar velas originais e seguir o plano de manutenção estabelecido pelo fabricante. Em regiões com eventuais problemas de qualidade de combustível, o prazo de troca das velas pode cair. As de platina geralmente passam a ser trocadas a cada 60 mil km. Ainda como parte do plano de manutenção, não é recomendável regular velas com mais de um eletrodo e fazer qualquer tipo de limpeza com produtos químicos e jatos de areia.

Folha on line
 

Da redação do Plox

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