Geralmente realizadas em pistas fechadas com distâncias que podem chegar a 1,5 quilômetros, as competições de motocross costumam aflorar muita adrenalina. Apesar do veículo utilizado ser motorizado, a prática desse esporte exige muito do físico, como braços, ombros e glúteos. E se você, leitor, acha que por isso, apenas os homens podem competir, está enganado. Em Pernambuco, a piloto Alanne Lopes é a prova do sucesso feminino no motocross.

Há cinco anos seguindo a carreira de piloto de motocross, Alanne Lopes fez apenas um curso, mas já venceu vários campeonatos, inclusive, disputados com homens. “O maior aprendizado é na pista mesmo, com o dia a dia e com o treinador”, afirma a piloto, que já foi campeã do Campeonato Pernambucano de Motocross e do Campeonato Pernambucano de Velocross e, por três vezes, vice deste mesmo campeonato. “Fui também vice-campeã do Campeonato Brasil Nordeste, que abrangeu cinco estados do Nordeste”, fala.

Nas pistas, além dos competidores, ela tem que vencer o preconceito.“Por mais que os homens tentem, eles não conseguem vencer o machismo. Ninguém quer perder para uma mulher”, desabafa. Há pouco tempo, segundo a piloto, Lopes foi derrubada perto da bandeirada da chegada por um piloto que não aceitava perder para ela. “E não é apenas isso. Por ser um esporte tipicamente masculino, as pessoas também passam a duvidar da sexualidade da mulher”, explica.
VRUM
Da redação do Plox
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