
A moda dos carros ultra compactos tem cada vez mais adeptos. Ou porque os “carrões” estão muito caros, ou porque ocupam muito espaço, ou ainda porque a maioria dos motoristas circula a maior parte do tempo sozinha em seu veículo. Mas, no caso destes dois pequenos modelos, a maior razão do sucesso está ligada à aparência.
Não há lugar onde se vá com o Fiat 500 LougeAir ou com o Mini One em que as pessoas não os acompanhem com o olhar, alguns apontando e fazendo comentários com os demais. Mesmo depois de dois anos oficialmente em nossas ruas, os carrinhos ainda atraem a atenção de forma espantosa.


Além do tamanho e do visual diferenciado, o Fiat Cinquecento e o Mini têm também em comum as suas histórias: ambos são releituras de modelos extremamente populares na Europa a partir dos anos 1950, aumentados e modernizados para se tornarem, novamente, veículos práticos para o uso no dia a dia.
O Fiat 500 (Cinquecento, em italiano), foi lançado em 1957 na Itália como uma alternativa barata ao transporte familar, da mesma forma que o Mini, dois anos depois, na Inglaterra.
Mas seriam esses dois desejadíssimos ultra compactos realmente concorrentes em nosso mercado? Principalmente agora, em que ambos tiveram significativa alteração em seus preços? Enquanto o Fiat 500 teve drástica redução de preço, por passar a ser produzido no México (o 500 polonês não vem mais para o Brasil), o Mini, importado da Inglaterra, deverá ter seu preço majorado pelo recente aumento da alíquota do IPI. Mesmo assim, podemos comparar o top da linha Cinquecento, o LoungeAir, com a versão de entrada da linha Mini, o One. Ambos têm charme até de sobra.
O mais caro Fiat 500 da linha, o LoungeAir, custa R$ 54 800 e tem quase tudo de série, como ESP, freios ABS, duplo airbag, side bag, hill holder, controle de velocidade, rádio CD com MP3, teto fixo de vidro e controle de áudio no volante. Como opcionais, o som premium Bose, os bancos de couro, conexão USB e Bluetooth, rodas de 16 polegadas, ar-condicionado digital, teto solar de vidro e os airbags de joelhos e de janelas. Só que, com tudo isso, o Cinquecento completo passa a custar R$ 64 300.


HORA DE COMPRAR
Mesmo assim, custará menos do que o mais barato Mini, o One, que não tem opcionais e aqui aparece com o preço anterior ao aumento do IPI, ainda não repassado. O Mini One, por enquanto, tem preço atual de R$ 69 500, que poderá ser de R$ 90 000 a qualquer momento.
Por esse preço você leva ar-condicionado manual, rádio CD com entrada auxiliar (P2) mas sem USB, airbags frontais, laterais e de janela, ESP e rodas de 15 polegadas. Apenas para comparação, a versão imediatamente superior é o Mini Cooper Salt, que tem rodas aro 16, entrada de áudio USB e 22 cv a mais no motor, tudo isso custando R$ 10 800 a mais.
Mas não é só do status e do visual que esses pequenos representantes dos carros “cult” vivem. O prazer em dirigí-los também é fator fundamental em ambos. Com interior sofisticado e com boa posição de dirigir, tanto o Mini quanto o Fiat oferecem momentos agradáveis ao volante.
O Fiat 500 é mais curto, com distância entre-eixos de 2 300 mm, o que o torna muito ágil no uso urbano extremamente divertido em estradas sinuosas. Mais longo, com seus 2 470 mm de entre-eixos, o Mini One é ainda mais arisco, mas isso devido à firmeza de suas suspensões, uma vez que as do Cinquecento são muito mais macias. Para ser mais exato, o Mini extrapola nesse sentido, a ponto de ser comumente comparado a um kart. Bom para quem gosta de carros ágeis, mas ruim para quem quer mais conforto.

MOTOR E CÂMBIO
Ainda relacionado ao prazer de pilotagem, motores e câmbios têm suas particularidades. O MultiAir do Fiat tem 1368 cm3 de cilindrada e 105 cv de potência, enquanto que o motor do One, de 1598 cm3, tem 98 cv. Muito parecidos em desempenho, obviamente o manual de 6 marchas do Mini favorece a aceleração: zero a 100 km/h em 10s5 contra 12s6 do Fiat e seu câmbio automático de 6 marchas. Só que o escalonamento do câmbio do Mini é errado, provavelmente o mesmo da versão turbo com o dobro da potência, o que o torna extremamente xôxo rodando em baixas velocidades.
Mesmo assim é possível dirigir o One esportivamente, bastando usar marchas reduzidas e rotações elevadas. Para aproveitar ao máximo a capacidade do motor menos potente da linha, deve-se usar apenas as três primeiras marchas.
Quanto ao consumo de combustível, desta vez é a menor cilindrada do motor MultiAir do 500 que permite uma certa vantagem sobre o motor convencional do Mini: sua autonomia divulgada é de 12,3 km/l na cidade e 16,5 km/l na estrada, enquanto a do Mini é de, respectivamente, 10,6 km/l e 16,1 km/l.

CARROS PRÁTICOS
De qualquer forma, são dois modelos muito econômicos, não apenas pelo tamanho dos motores e sua modernidade, mas também pelas compactas dimensões. Nesse aspecto, a praticidade de ambos é gritante, praticamente não há vaga de estacionamento em que eles não caibam. E ainda são muito fáceis de manobrar. Modelos perfeitos para uso cotidiano.
A praticidade acaba, no entanto, quando mais de dois ocupantes precisam compartilhar o espaço interno. E isso vale tanto para o Mini quanto para o Fiat. As portas até que têm bom tamanho e abrem o suficiente, mas o acesso ao banco traseiro é crítico. Está bem que não é esse o espírito dos modelos, mas é necessário um pouco de contorcionismo para entrar e sair deles.
Uma vez dentro, para que as pernas dos passageiros traseiros caibam no exíguo espaço, os dianteiros devem fazer concessão ao seu próprio espaço, colocando os bancos para a frente. No caso do Mini, o espaço é ainda menor.


CONCLUSÃO
Todas as ressalvas ao uso dos dois mais interessantes ultra compactos de nosso mercado perdem importância frente ao charme do Mini e do Cinquecento. Rivais na essência, satisfazem públicos distintos, devido à diferença de preços. Mas tanto o Mini One quanto o Fiat 500 são semelhantes o suficiente quando se trata de tornar a vida mais divertida dentro de um carro.
R7
Imagem/divulgação
PRA QUEM NASCEU
no conceito de ser popular os preços aqui no bananão, pra variar estão MUUUUUUUUITO elitizados........
Só mesmo no Bananão
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