segunda-feira, 20/06/2011

Gasolina - Comum, aditivada ou premium?

Nossa reportagem ouviu proprietários de automóveis em um posto de gasolina na Região Sul de Belo Horizonte para saber se os motoristas sabem a diferença entre as gasolinas comum e a aditivada. O resultado não foi nada animador, principalmente quando o segundo questionamento era sobre as características da gasolina de alta octanagem, mais conhecida como premium.

ADITIVADA

Ricardo Bock, professor de engenharia mecânica da Fundação Educacional Inaciana (FEI), explica a diferença entre esses tipos de gasolina. “A aditivada nada mais é que um combustível comum com a adição de um detergente que vai deixar o sistema de alimentação do veículo mais limpo, compreendendo componentes como o tanque de combustível, a bomba, o filtro, a própria linha de combustível e o sistema de injeção”, conclui.

Bock alerta os motoristas que compram um veículo com 10, 15 anos de uso e querem cuidar bem do carango usando o combustível aditivado. Ao longo do tempo, devido ao uso de combustível adulterado, no fundo do tanque de combustível vai se formando um resíduo. Segundo o professor, não raro o aditivo retira esse polímero, que é sugado pela bomba e acaba obstruindo o filtro. Nessa situação, se o motorista perceber o carro falhando, o melhor é levá-lo ao mecânico para, no mínimo, substituir o filtro e lavar o tanque. Caso contrário o prejuízo pode ser maior, afetando também a bomba. Por isso, Bock recomenda preventivamente aos caprichosos pelo menos a limpeza do tanque e a troca do filtro.

PREMIUM

Já sobre a gasolina premium, de alta octanagem, ninguém passou nem perto. Por suas características, explica o professor, o uso da gasolina de alta octanagem é mais indicada para veículos importados, que têm taxa de compressão maior que as comumente usadas no Brasil. Se você tem um automóvel desse tipo e não usa gasolina premium, o que acontece? Segundo Bock, nada demais. Assim como nos carros flex, o sistema de injeção de combustível vai se autorregular eletronicamente, adotando um novo gerenciamento do ponto de ignição, dosagem de combustível, etc. Mas o aproveitamento máximo do desempenho do motor vai por água abaixo, perdendo em performance.

 VRUM

Da redação do Plox

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