segunda-feira, 19/09/2011

Miniaturas clássicas viram relíquias para colecionadores

Antes da invasão chinesa no mercado brasileiro de brinquedos, motivada pelo contrabando no fim dos anos 1980 e por benefícios fiscais nos anos 1990 e 2000, os carrinhos comercializados por aqui eram caros e apresentavam poucas opções. Apesar disso, ficaram eternizados na memória de quem hoje está na casa dos trinta e poucos anos de idade. Alguns modelos movidos a pilha ou fricção são verdadeiras relíquias e podem ser encontrados em sites de compra na internet.

 (Reprodução/Internet)

BATE E VOLTA

No início dos anos 1980, os famosos carrinhos bate e volta da Estrela fizeram muito sucesso. Tratava-se de miniaturas equipadas com sistema giratório localizado na parte inferior do brinquedo, que fazia com que eles andassem aleatoriamente, e quando batessem em algum obstáculo, voltavam. Funcionavam com duas pilhas tamanho D e eram equipados com sirene e pisca-pisca. Os modelos eram os seguintes: Fusca (polícia, ambulância e bombeiro), Fiat 147 (bombeiro e camping) e Corcel II (polícia rodoviária).
(blog-do-charles.blogspot.com/Reprodução da internet - 8/9/11)

 (Reprodução/Internet)

 

AQUAMÓVEL

Em 1982, foi lançado o bate e volta movido a água. A condução elétrica da água, que era colocada através de um minigalão em dois orifícios no capô, permitia que o carrinho se movimentasse. Um tampão no fundo era usado para drenagem do líquido. Foi produzido durante três anos, dando lugar ao Monza bate e volta em 1984. Aproveitando-se do lançamento do modelo da Chevrolet como “carro do ano”, a Estrela fabricou seu Monza até 1988. A versão hatch foi a escolhida e vinha como polícia rodoviária, ambulância e bombeiro, também com sirene e pisca-pisca. Graças aos sorteios do carrinho realizados no programa infantil Bozo, do SBT, foi um dos mais vendidos.

 (Reprodução/Internet)

CONTROLE REMOTO

Sonho de consumo de 10 entre 10 garotos brasileiros daquela geração, os carrinhos de controle remoto Pegasus (BMW M1 1978), Colossus (picape GM Chevy) e Maximus (buggy tubular), também da Estrela, levavam a garotada ao delírio. Pouco acessíveis devido ao alto preço, eram os brinquedos mais caros fabricados no Brasil até então.

 (Reprodução/Internet)

COMPLETÃO

Nas séries prata e ouro, o Pegasus tinha autonomia de alcance de até 30 metros de distância e luzes de seta na frente e traseira, que piscavam conforme a direção tomada. Colossus era uma camionete que tinha como características quebra-mato, faróis de milha no teto e opções de tração 4x2 ou 4x4. Já o Maximus era um fora de estrada que alcançava a maior velocidade entre os três, atingindo 25km/h. As rodas traseiras eram mais grossas que as dianteiras, proporcionando melhor desempenho em pisos irregulares.

 

Da redação do Plox

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