A Nissan quer lucrar com a imagem amealhada pelos japoneses no mercado. Só que não vai cobrar caro por isso. A marca lança o compacto March com preço inicial de R$ 27.790, valor que já inclui duplo airbag, além de três anos de garantia e preços de revisão fechados. Ofensiva que pode ajudar a marca a obter os 5% de participação em 2014, quando pretende vender 200 mil carros por aqui, contra os 65 mil previstos para 2011. O March chega como o primeiro popular japonês, relegando o pobre Suzuki Swift 1.0 ao limbo. Tudo bem, o que importa mesmo é o preço, que inclui ainda conta-giros, computador de bordo e ajuste de altura do banco do motorista. possível adicionar à receita desembaçador e limpador traseiro, calotas e ajuste interno dos retrovisores (Pack Plus por R$ 790), ar-condicionado e direção elétrica (Pack Conforto por mais R$ 3.500), elevando o preço para R$ 31.990, que pode subir um pouco mais na versão S, que conta com o trio elétrico e retrovisores na cor do veículo, chegando aos R$ 33.900.

Só que o ABS fica de fora até da versão 1.6, que parte de R$ 35.890 e traz motor Nissan 1.6 16V de 111cv e 15,1kgfm, que já leva o March em 9,4 segundos e chega aos 191km/h, o que já justifica até a oferta de kit aerodinâmico na versão top SR de R$ 39.990. Em estilo, o hatchback ficou mais careta que a geração de 2005, tudo para não arriscar nos mercados emergentes, o verdadeiro alvo do March atual. É só ver onde ele é produzido: Tailândia, México, China e Índia. O que não quer dizer que o carrinho de 3,78 metros seja feio, pelo contrário. Os faróis arredondados casam bem com a grade ovalizada tipo bocão, enquanto a linha de cintura demarcada termina na traseira de lanternas verticalizadas. O teto é em arco, o que não penaliza o espaço interno.

No lançamento realizado na cidade californiana de San Diego só estava disponível o modelo 1.0 16V, com o mesmo motor Renault conhecido da dupla Logan/Sandero e Clio. Tal como o 1.6, o motor 1.0 tem o mesmo rendimento em números com gasolina ou etanol, gerando 74cv de potência a 5.850rpm e 10kgfm de torque a 4.350 giros. Caráter girador que é amenizado pelo câmbio manual de cinco marchas, com engates precisos e trambulador um pouco ruidoso. Segundo a Nissan, a arrancada aos 100km/h leva 13,7 segundos, com velocidade máxima de 169km/h. Nível de desempenho que o deixou a vontade nas highways, onde só se esgoela um pouco acima dos 120km/, faixa em que gira a 4 mil rpm - aos 100km/h fica em civilizados 3.100 rotações.
A direção elétrica é daquelas que sonega as informações do piso, mas entrega maciez em manobras e peso em altas velocidades. A suspensão, por sua vez, é do tipo durinha, com boa estabilidade em curvas de diversos tipos, porém cobrando um preço em conforto de rodagem. E olha que o piso por aqui é bem melhor do que a média tupiniquim. Mas nada de pula-pula.

Por dentro, sem firulas, apenas o usual bom acabamento nipônico, sem rebarbas flagrantes. O conforto é bom para quatro ocupantes, com destaque para o amplo espaço para as cabeças, só que fica devendo cinto de três pontos e encosto para o passageiro central traseiro. Já o porta-malas leva 265 litros, dentro da média do segmento. No final, a impressão é que o March tem tudo para levar a Nissan a outro patamar de vendas, ainda mais com a ajuda do Versa, sedã que chega com motor 1.6 16V e preço abaixo de R$ 36 mil ainda em novembro. Sem falar que o novo Tiida já está engatilhado para fazer barulho entre os hatches médios.
Vrum
Da redação do Plox
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