Dois anos depois de anunciar a formalização da parceria, que uniu em uma só empresa os interesses da Fiat e da Chrysler, finalmente saiu do forno o primeiro "filho" deste acordo. Não é totalmente novo, inédito ou até então um veículo desconhecido. Olhando para o Freemont, o consumidor mais atento vai logo perceber que tem algo familiar no ar. Ele é o clone do Dodge Journey e recebeu algumas modificações para estampar, em sua grade dianteira, o logo vermelho da fábrica italiana.
Mas porque estrear logo com um modelo que já está à venda? Simples. Os dois, Journey e Freemont são fabricados no México, na unidade fabril que a Chrysler mantém por lá há anos, e, portanto, entram no mercado brasileiro se beneficiando do acordo bilateral que isenta os fabricantes de pagarem a alíquota de importação. Outra razão é a ampliação do portfólio de oferta da gama de produtos Fiat e o fato do extenso número de revendas que a marca conta no país, que, por certo, fará um grande esforço para colocar o Freemont no mercado com muito mais poder de fogo que a "meia dúzia" de revendas que a marca Chrysler possui por aqui.

O crossover que desembarca com duas opções de acabamento - Emotion, de entrada, com cinco lugares, e Precision, para sete pessoas -, deve agradar. Até o fechamento desta edição, os preços oficiais do Freemont eram mantidos em segredo, mas a assessoria de imprensa da Fiat confirmava que o crossover custará na faixa de R$ 80 mil a R$ 85 mil.
Espaço. O design do Freemont é sóbrio, mas atual. Graças à boa distância entre-eixos de 2,89 m, o Freemont tem um interior extremamente espaçoso. A disposição dos sete lugares fornece aos ocupantes da segunda e terceira filas uma visão elevada da estrada. Há muitas configurações possíveis, de modo a dar mais espaço para passageiros e bagagem. A posição de condução é confortável e com bastante ergonomia. Entre as discretas mudanças, estão novos para-choques, grade dianteira com friso cromado em formato diferente e lanternas com LEDs.
Lista de equipamentos
De série. Desde a versão de entrada, o Freemont apresenta itens "básicos" para um modelo deste segmento como ar-condicionado de três zonas, piloto automático, computador de bordo, faróis de neblina e sistema multimídia com tela de LCD sensível ao toque, Bluetooth, porta USB e auxiliar.
Segurança. O modelo traz de fábrica: seis airbags (na versão top), além de freios com ABS, controle eletrônico de estabilidade, sistema de prevenção de capotagem e de pressão dos pneus monitorada.
Crossover não nega a origem
Guarujá. Diz o ditado: quem herda aos seus não se degenera. E como sucessor legítimo do modelo da Dodge, o Freemont não nega as origens. Descendente de uma linhagem de carros produzidos para atender o mercado norte-americano, que aprecia os grandes e potentes automóveis e picapes, a versão italiana do modelo terá uma única opção de motor 2.4 litros 16V, a gasolina, quatro cilindros, que gera 172 cv de potência e com transmissão automática sequencial de quatro marchas. Vale lembrar que o Dodge Journey é equipado com motor V6. A caixa automática de quatro velocidades do Freemont está aquém da modernidade e a proposta do utilitário familiar. Cumpre seu papel, mas com alguma ressalva.
A versão top de linha, Precision, traz três fileiras de bancos, que se posicionam de forma que mesmo "na cozinha" o passageiro não fique prejudicado e tenha uma ampla visão do que acontece à sua frente. Para isto, a segunda fileira está em posição mais elevada que a primeira e a terceira mais elevada que a segunda. Nesta última, o sistema child booster, assento de elevação para crianças entre 4 e 7 anos e meio.

Esta particularidade ressalta ainda mais o caráter familiar do Freemont. Mas nem tudo pode ser perfeito. Quando utilizado na configuração de sete bancos, o espaço para bagagem fica mais reduzido que o do Ford Ka. Apenas com a primeira e segunda fileiras em ação a capacidade de armazenamento se equivale ao de um sedã médio. Deixando apenas o banco do motorista e rebatendo os demais, o Freemont pode até ajudar na mudança, assim são 2.301 litros disponíveis.
Conforto e conveniência são destaques no novo lançamento da Fiat. O sistema keyless Entry and Go, que funciona por sensores de proximidade, dispensa o uso de chave para abrir as portas ou ligar o motor. Basta ter o telecomando no bolso. Ao se aproximar do carro, a unidade eletrônica de controle inicia o processo de verificação da chave já a uma distância de até 1,5 metros da porta.
Modelo foi inteiramente adaptado para o Brasil
Para ser vendido no Brasil, a Fiat garante ter feito um amplo processo de tropicalização do modelo, projetado, inicialmente, para transitar nas excelentes vias nos Estados Unidos, que dispensam comentários. De acordo com a Fiat, a suspensão foi toda retrabalhada e adaptada para se adequar ao que nossas rodovias oferecem, contudo mantendo o conforto dos ocupantes.

Segundo a montadora, tudo neste quesito foi revisto, inclusive a rigidez de ataque da suspensão, a melhoria da geometria do conjunto dianteiro para reduzir o ângulo de rolagem, e a calibragem das molas e dos amortecedores. Ainda de acordo com a fabricante, essas intervenções ajudaram no equilíbrio entre conforto e dirigibilidade. A pretensão da Fiat é comercializar mil unidades por mês de seu primeiro projeto comum pós aliança com a americana Chrysler. Qualidades para atingir este volume, o Freemont já chega mostrando que tem.
Diferenças
Na versão de entrada, o Freemont Precision traz ar digital de duas zonas, contra três da versão top e as rodas são de liga leve aro 16, sendo de 17 polegadas na versão mais completa. O único opcional são as barras de teto longitudinais fixas. Na versão mais completa, além de sete lugares, traz retrovisores elétricos rebatíveis, banco do motorista com regulagem elétrica e sensor crepuscular e de estacionamento, entre outros. No Freemont Emotion, os únicos itens opcionais são os bancos revestidos em couro e teto solar.
O Tempo
Da redação do Plox
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