Quem quis aproveitar os preços sem aumento dos carros importados correu para as concessionárias nesse fim de semana. Na Barão, revendedora JAC Motors, as vendas triplicaram. "O movimento foi fantástico, todos que estavam pensando em comprar um carro vieram fechar negócio", conta o gerente Arley Gomes, que não soube precisar em quanto tempo o aumento chegará ao consumidor.

Já na Beijing, revendedora Chery, muitas pessoas foram pedir informações, mas houve poucas vendas. "Como temos fila de espera no nosso carro-chefe, o QQ, não sabemos por quanto podemos vender, por isso os compradores não se arriscaram", explicou o consultor comercial Fernando César. "Não conseguimos trabalhar com estoque e isso nos atrapalhou", conta.
O aumento de 30 pontos percentuais no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi anunciado na última quinta-feira e já está valendo, mas ainda não chegou aos consumidores. Para conseguir mais prazo, a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva) voltará a discutir na próxima sexta-feira se entrará ou não na Justiça contra o aumento imediato do IPI.
Segundo a Abeiva, os associados estão divididos. Parte das 27 empresas associadas quer entrar na Justiça alegando que qualquer alteração no IPI, de acordo com a legislação, só pode entrar em vigor 90 dias após publicação no "Diário Oficial da União". Algumas empresas já decidiram acionar a Justiça individualmente.
Sobre a reclamação dos importadores, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, afirmou que "o princípio de noventena (90 dias) é para a criação de novos impostos e não para uma mudança de alíquota". O ministro afirmou que o governo está aberto para buscar soluções para aqueles fabricantes que tiverem interesse de produzir no país, "com criação de empregos e desenvolvimento tecnológico". Mercadante disse que um dos objetivos do governo "é mudar a postura do Brasil em relação à inovação tecnológica".
O Tempo
Da redação do Plox
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