sexta-feira, 12/08/2011

Vida nova ao volante

Após o final de um relacionamento amoroso, seja ele um namoro ou até um casamento, a vida dos ex-parceiros passa por uma série de modificações. A nova fase da vida também pode incluir a troca do carro por um mais chamativo e, até mesmo, a procura por uma autoescola para tirar a carteira de habilitação.

A terapeuta de casal e família Viviane Torquato explica que, com a separação, as pessoas procuram se comportar, vestir e usar pertences que se tornem referências claras do novo período de vida.

 (Greg/DP)

A psicóloga do Uninefron, Kátia Cristina Boulitreau, explica que, no caso dos homens, torna-se comum eles trocarem o carro antigo por um na moda ou um mais esportivo pela vaidade inerente ao universo masculino. “Para eles, o carro é sinônimo de virilidade na busca pela conquista de uma nova fêmea”, pontua.

Além do desejo de dar um “up” na nova fase da vida e tentar mostrar para os outros que se está bem, mesmo após o rompimento da relação, um motivo que também leva os motoristas a comprarem um carro, ainda que seja dos populares, é a independência obrigatória do parceiro. A servidora pública Rozana Cláudia dos Santos, de 38 anos, está à procura de um carro novo. Após o fim da relação, ela voltou a estudar e passou no serviço público e já está juntando dinheiro. Da mesma forma, ela conta que o ex-marido também comprou uma moto. “Ele era muito dependente de mim. Fazia tudo comigo. Depois da separação, desarnou mais”, conta.

Mulheres desabafam nas autoescolas

Instrutor André Silva costuma ouvir histórias das alunas. (	Julio Jacobina /DP/ D.A Press)

Nas autoescolas, é frequente o número de mulheres que desabafam com os professores o fim do relacionamento e as traições dos maridos e, consequentemente, as razões porque elas estão fazendo autoescola. O instrutor da Autoescola Piloto, André Silva, revela que muitas delas não se interessavam em dirigir antes, porque iam para os lugares com os maridos de carona. Outras faziam autoescola, mas não eram encorajadas pelos companheiros, muitas vezes ignorantes, que não viam necessidade em elas fazerem as aulas. “Elas ficavam com medo de errar, até que desistiam”, coloca.

 Vrum

Da redação do Plox

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