seg, 09/01/2017 - 18:29

Médico da FSFX tira dúvidas sobre Febre Amarela após surto em Caratinga

Sete pacientes deram entrada no HMC com sintomas da doença, todos vieram de Caratinga

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Nos últimos dias, muita gente tem se preocupado e compartilhado mensagens nas redes sociais sobre surto de Febre Amarela. Mas o que é a doença? E como está a situação para a população do Vale do Aço hoje? O médico infectologista Dr. Aloísio Bemvindo, da Fundação São Francisco Xavier esclarece a população sobre algumas dúvidas.

“A Febre Amarela é transmitida por mosquitos em áreas urbanas e silvestres. Nas áreas florestais, o transmissor é o Haemagogus ou o Sabethes. Já no meio urbano, nas cidades, a transmissão se dá através do mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. O que temos notado nos últimos dias é que todos os sete casos de pacientes com suspeita de Febre Amarela que deram entrada no Hospital Márcio Cunha são oriundos de áreas rurais da região de Caratinga e, muito provavelmente, foram inoculados pelo Haemagogus ou o Sabethes. Portanto, neste momento o surto da doença está concentrado nessas localidades rurais”, explica o infectologista.

Dr. Aloísio Bemvindo, infectologista do HMC: “Muitas pessoas já estão imunes à doença, mas o Ministério da Saúde recomenda a aplicação também em quem já tomou a vacina há mais de dez anos.”

Uma vez infectado pela doença, de três a seis dias após a picada do inseto o paciente começa subitamente a ter febre alta, mal estar, dor muscular intensa, diarreia, vômito, e que podem ser confundidos com a dengue ou até mesmo com uma gripe forte. Caso o paciente tenha alguns desses sintomas, a recomendação é procurar pela unidade de pronto-atendimento mais próxima, o quanto antes, para não entrar nas estatísticas de casos graves da doença. “De modo geral, depois de quatro dias a cinco dias desses sintomas, os pacientes têm uma melhora definitiva. Porém, para cerca de 20%, mesmo depois desse período de melhora, os sintomas podem voltar e até mesmo se agravar, comprometendo vários órgãos do organismo, como fígado, baço, rins, sistema de coagulação, cérebro, coração, entre outros, levando os pacientes à morte em metade desses casos”, explica Bemvindo.

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De olho na prevenção
Ainda não há confirmação de mortes e até mesmo de casos comprovados da doença no Leste de Minas. Apesar dos casos suspeitos, os resultados dos exames sorológicos de confirmação da doença levam até sete dias para sair, já que todos os exames coletados no Hospital Márcio Cunha e nos demais hospitais da região são encaminhados para a Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.

O que é certeza e não muda é a forma de se prevenir. “A vacina é a única forma de se evitar o contato com o vírus da Febre Amarela. A imunidade da vacina é preconizada pelo Ministério da Saúde por pelo menos dez anos, porém, algumas pesquisas apontam que a proteção à doença pode durar por um tempo ainda maior. Por isso, muitas pessoas já estão imunes à doença. Entretanto, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação também em quem já tomou a vacina há mais de dez anos”, destaca o médico.

Gratuitas, as vacinas são aplicadas nas unidades básicas de saúde dos municípios. Para se evitar ao máximo que os possíveis casos da doença em zonas rurais cheguem às cidades por meio do mosquito Aedes aegypti, a missão principal é exterminar os focos de água parada, evitando sua proliferação. Evite deixar qualquer recipiente destampado, como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa, pois são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo. E se for viajar para áreas com indícios da doença, procure se vacinar com antecedência.

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