Ibovespa dispara 16,35% no 1º trimestre de 2026 e lidera ranking de rentabilidade
Mesmo com incertezas de março ligadas à guerra no Oriente Médio, índice da B3 registra melhor desempenho trimestral desde 2020; IDIV e ouro completam o pódio
01/04/2026 às 12:56por Redação Plox
01/04/2026 às 12:56
— por Redação Plox
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O primeiro trimestre de 2026 terminou com o Ibovespa, principal índice da B3, na liderança de rentabilidade entre as principais aplicações financeiras. A alta foi de 16,35%, o melhor resultado trimestral desde 2020, mesmo com as incertezas trazidas em março pela guerra no Oriente Médio, que derrubou bolsas no mundo inteiro.
Dólar (Divulgação/Divulgação)
Os dados de rentabilidade mostram um período marcado por forte rotação de ativos, impacto geopolítico relevante e um descolamento evidente entre classes tradicionais e alternativas
Einar Riveiro, CEO da Elos Ayta
Na avaliação do executivo, o movimento ganha ainda mais peso por ocorrer em um cenário de elevada incerteza internacional, com reflexos diretos sobre os mercados.
Criptoativos fecham trimestre no vermelho
Na ponta oposta do ranking, o trimestre foi particularmente negativo para os criptoativos. O Bitcoin recuou 27,22%, no pior desempenho desde o segundo trimestre de 2022, quando havia registrado queda de 49,57%. Segundo o estudo, o resultado reforça a sensibilidade desse tipo de ativo a choques de liquidez e ao aumento da aversão ao risco.
Março teve correções após sequência positiva
No recorte exclusivo de março, os números indicaram uma inflexão após um trimestre majoritariamente positivo para a renda variável brasileira. O Ibovespa caiu 0,70%, o IDIV recuou 0,23% e o IFIX perdeu 1,06%.
Ao mesmo tempo, ativos considerados mais defensivos ou ligados à liquidez avançaram no mês, como o CDI (+1,16%) e o dólar Ptax (+1,36%).
O maior destaque negativo de março foi o ouro, que caiu 10,42%, devolvendo parte dos ganhos recentes — um movimento que contrasta com a alta acumulada no trimestre. Já o Bitcoin subiu 3,67% no mês, em um movimento descrito como um respiro técnico após perdas relevantes, ainda insuficiente para reverter a tendência negativa no período.
Ranking de rentabilidade no 1º trimestre de 2026
Ibovespa: 16,35%
Índice Dividendos (IDIV B3): 15,13%
Ouro: 7,18%
Small Caps: 5,75%
CDI: 3,36%
Ima Geral (títulos de dívida pública, incluindo Tesouro Direto): 2,74%
Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX): 2,52%
Poupança: 2,03%
IHFA (médias dos fundos multimercados): -0,62%
Dólar: -5,14%
Euro: -7%
BDRS (certificados de ações de empresas estrangeiras negociados na B3): -11,34%