Michelle atualiza quadro e diz que cirurgia de Bolsonaro pode durar até três horas

Procedimento para reparar o manguito rotador foi autorizado por Alexandre de Moraes, que impôs restrições de visitas e determinou vigilância e controle de acesso ao hospital

01/05/2026 às 11:25 por Redação Plox

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou por volta das 9h desta sexta-feira (1º/5) que o ex-presidente Jair Bolsonaro já foi encaminhado ao centro cirúrgico para uma operação no ombro direito, em um hospital particular de Brasília. De acordo com ela, a preparação deve durar cerca de duas horas e a cirurgia, aproximadamente três horas.

Nas redes sociais, Michelle afirmou que o procedimento inclui a colocação de um cateter para a administração de medicação antes da intervenção principal.

Michelle é a única autorizada a visitar Bolsonaro; demais visitas, inclusive de advogados, estão suspensas

Michelle é a única autorizada a visitar Bolsonaro; demais visitas, inclusive de advogados, estão suspensas

Foto: Reprodução: X


Seguimos em oração, crendo que tudo já deu certo Michelle Bolsonaro

Ela também disse que, enquanto estiver no leito, não poderá usar o celular, mas que continuará atualizando o público conforme receber informações.

O que é a cirurgia no ombro direito

Bolsonaro passará por uma cirurgia de reparação do manguito rotador, estrutura formada por tendões que estabilizam e permitem a movimentação do ombro. O procedimento consiste na fixação dos tendões lesionados ao osso e no tratamento de possíveis lesões associadas.

O objetivo da intervenção é reduzir a dor, recuperar a mobilidade do braço e restabelecer a função da articulação.

Autorização do STF e regras durante a internação

A cirurgia foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo que resultou na condenação do ex-presidente. Na decisão, o magistrado impôs uma série de restrições durante o período de internação.

Bolsonaro está proibido de receber visitas, inclusive de advogados e familiares, e Michelle é a única autorizada a acompanhá-lo no hospital. O ex-presidente também permanece sob vigilância contínua da Polícia Militar do Distrito Federal, com controle de acesso à unidade de saúde.

Moraes determinou ainda que as regras da prisão domiciliar seguem em vigor durante a internação, incluindo restrições de comunicação. A defesa deverá apresentar, em até 48 horas após o procedimento, um relatório médico detalhado com informações sobre a cirurgia e o estado de saúde do ex-presidente. O descumprimento das condições pode levar à reavaliação do benefício.

Por que a cirurgia foi indicada

O procedimento foi indicado após Bolsonaro relatar dores persistentes e limitação de movimentos no ombro direito, mesmo após sessões de fisioterapia. Em relatório enviado ao STF, o ortopedista Alexandre Firmino classificou a lesão como “traumática” e recomendou a cirurgia para reparação do manguito rotador e de estruturas associadas.

Condenação e histórico recente de internações

Bolsonaro foi condenado, em setembro do ano passado, a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes contra a democracia. Preso em novembro, ele passou por uma série de internações durante o período de custódia devido a complicações de saúde — incluindo um quadro de pneumonia grave em março, que exigiu mais de uma semana de hospitalização.

Diante do quadro do ex-presidente, de 71 anos, Moraes concedeu prisão domiciliar temporária por 90 dias, válida até junho, com monitoramento constante e envio periódico de relatórios médicos. A autorização para a cirurgia, segundo o ministro, busca garantir o tratamento adequado sem afastar as exigências da execução penal.

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