Dólar abre junho em queda, perto de R$ 5,03, com agenda de indicadores no Brasil e exterior
Boletim Focus indicou piora nas expectativas para o IPCA, enquanto o mercado também acompanhou cautela empresarial, tensões no Oriente Médio e a movimentação do Ibovespa após a queda de maio.
01/06/2026 às 09:19por Redação Plox
01/06/2026 às 09:19
— por Redação Plox
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O dólar iniciou junho em queda nesta segunda-feira (1º), cotado perto de R$ 5,03 na abertura, enquanto investidores acompanham uma agenda carregada de indicadores no Brasil e no exterior. O principal ponto de atenção é o Boletim Focus, que voltou a mostrar piora nas expectativas para a inflação de 2026.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
Mercado vê IPCA mais pressionado
A projeção do mercado financeiro para o IPCA deste ano subiu de 5,04% para 5,09%, na 12ª alta semanal consecutiva, segundo o levantamento divulgado pelo Banco Central. O número reforça a preocupação com a pressão de preços em um cenário de petróleo mais volátil, juros ainda elevados e incertezas externas.
O Focus reúne estimativas de economistas para inflação, crescimento, juros e câmbio. A piora na previsão do IPCA mantém a inflação esperada acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central, o que reduz o espaço para cortes mais rápidos da Selic.
Confiança empresarial fica estável
Outro dado acompanhado pelo mercado nesta segunda foi o Índice de Confiança Empresarial, medido pelo FGV IBRE. O indicador ficou estável em maio, aos 90,9 pontos, depois de dois meses seguidos de queda. Na média móvel trimestral, porém, o índice segue em trajetória de recuo.
A leitura mostra um quadro de cautela entre empresários. A FGV aponta que as expectativas melhoraram levemente, mas que o ambiente dos próximos meses ainda depende de fatores como os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre a economia brasileira.
Oriente Médio e decisão dos EUA entram no radar
No exterior, os investidores monitoram as negociações entre Estados Unidos e Irã para estender o cessar-fogo e abrir uma nova rodada de tratativas sobre o programa nuclear iraniano. A possibilidade de acordo ainda depende de aval do presidente Donald Trump, enquanto o Estreito de Ormuz segue como ponto central de tensão por sua importância para o transporte global de petróleo.
Também pesa no radar a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras a partir de 5 de junho. Em entrevista à CBN repercutida pelo UOL, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a medida pode gerar riscos para bancos brasileiros e para o Pix, caso instituições sejam associadas a movimentações financeiras de integrantes das facções.
Bolsa tenta reagir após queda em maio
O Ibovespa, principal índice da B3, inicia a semana tentando se recuperar depois de fechar maio em queda acumulada superior a 7%. A combinação de petróleo, inflação, juros e incertezas políticas externas tende a manter a volatilidade nos mercados ao longo do dia.
Além dos dados brasileiros, investidores acompanham indicadores da indústria nos Estados Unidos, como PMI industrial e ISM manufatureiro, que ajudam a medir o ritmo da atividade econômica americana e podem influenciar expectativas sobre juros, dólar e bolsas globais.