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Política
PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão após cassação
Despacho publicado no Diário Oficial da União revoga licença concedida enquanto Eduardo Bolsonaro exerceu mandato de deputado federal, em meio a inquéritos, processos no Judiciário e perda do mandato por faltas não justificadas
02/01/2026 às 09:24por Redação Plox
02/01/2026 às 09:24
— por Redação Plox
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BRASÍLIA – A Polícia Federal (PF) determinou, nesta sexta-feira (2/1), o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL) ao cargo de escrivão policial federal, função que exercia antes de ingressar na política. A medida foi oficializada em publicação do Diário Oficial da União.
Eduardo Bolsonaro teve mandato cassado em dezembro de 2025
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro entrou na Polícia Federal por meio de concurso público, antes de se eleger deputado federal por São Paulo, em 2014. Ele permaneceu na Câmara dos Deputados até dezembro de 2025, quando teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Casa por faltas não justificadas.
Decisão revoga licença e exige retorno imediato
O despacho da PF determina a imediata reassunção de Eduardo Bolsonaro às funções no quadro da corporação, com a revogação da licença que havia sido concedida durante o período em que exerceu mandato parlamentar. A publicação ressalta que se trata de uma ordem administrativa, e não de uma simples recomendação.
Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos, onde permaneceu por meses articulando junto a autoridades norte-americanas uma pressão que resultou na adoção de sanções econômicas e diplomáticas contra o Brasil. As medidas foram posteriormente revogadas após uma reaproximação entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Trajetória na PF e cassação do mandato
Antes de iniciar a carreira política, Eduardo Bolsonaro atuou como escrivão da Polícia Federal, cargo para o qual foi aprovado em concurso público. Na função, desempenhou atividades de investigação e apoio a inquéritos até se afastar da corporação, em 2015, para se dedicar à vida parlamentar.
O ex-deputado deixou o Brasil em fevereiro de 2025 e, desde então, suas ausências recorrentes no Congresso motivaram a abertura de um processo de perda de mandato, que culminou na cassação em dezembro daquele ano. No mesmo procedimento, foram cancelados o direito ao uso de passaporte diplomático e outros benefícios parlamentares, o que marcou uma mudança drástica em sua condição política e funcional.
Cenário político e investigações em andamento
A publicação no Diário Oficial ocorre em um momento de cenário político conturbado para Eduardo Bolsonaro. Além da perda do mandato, ele passou a ser alvo de inquéritos e processos em instâncias judiciais brasileiras relacionados à sua atuação no exterior.
Em novembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal decidiu torná-lo réu por coação em um processo penal, aprofundando o cerco judicial em torno do ex-parlamentar e adicionando novas camadas de pressão ao seu retorno à estrutura da Polícia Federal.