Política

STF realiza evento em Brasília para marcar três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro

Com exposição, documentário e debates, Supremo lembra invasão e depredação das sedes dos Três Poderes e o processo de reconstrução institucional após os ataques de 8 de janeiro de 2023

02/01/2026 às 09:03 por Redação Plox

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai promover, em 8 de janeiro, em Brasília, um evento para marcar os três anos dos atos golpistas que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Poderes da República por milhares de apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro, que defendiam a intervenção militar.

Programação relembra invasão das sedes dos poderes, em Brasília.

Programação relembra invasão das sedes dos poderes, em Brasília.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.


Programação destaca memória e defesa da democracia

Com o título “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”, a programação da Suprema Corte pretende reforçar a importância da preservação da ordem constitucional e da memória sobre os ataques. O roteiro inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.


No início da tarde de 8 de janeiro, será inaugurada a exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, no Espaço do Servidor do STF. Em seguida, o Museu do Supremo exibirá o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução”, que se conecta simbolicamente à mostra ao abordar o processo de reconstrução institucional após os ataques.


A programação prossegue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa, também no Museu do STF, para discutir a cobertura e os desdobramentos dos atos antidemocráticos. A jornada será encerrada com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do tribunal, em referência direta ao caráter histórico e à necessidade de registrar o episódio na memória coletiva.

8 de janeiro como marco contra o golpismo

O 8 de janeiro consolidou-se como símbolo de resistência democrática e de reação institucional a investidas golpistas. Ao rememorar os dois anos dos ataques, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, destacou que os atos foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que buscava articular um golpe de Estado.

Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da históriaEdson Fachin

As manifestações golpistas tiveram início logo após a divulgação do resultado das eleições de 30 de outubro de 2022, com grupos pedindo intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Rodovias foram bloqueadas e acampamentos foram erguidos em frente a quartéis em diversas cidades do país, em clara contestação ao resultado das urnas.

Escalada de violência e responsabilização no STF

A escalada dos atos incluiu a instalação de uma bomba nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal de 2022, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal, após a queima de ônibus, no dia da diplomação de Lula, também na capital federal. Esses episódios antecederam os ataques coordenados de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e vandalizadas.


Após investigações sobre a cadeia de eventos e a articulação golpista, o STF condenou Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, ao atribuir ao ex-presidente a responsabilidade por uma conspiração para subverter o resultado das urnas e se manter no poder após a derrota eleitoral de 2022.


Segundo a condenação, Bolsonaro atuou para tentar convencer os comandantes das Forças Armadas a aderir a um golpe de Estado, com o objetivo de anular as eleições e impedir a alternância democrática no comando do país.

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