Caiado reage a apoio de Bolsonaro a Flávio e mantém pré-candidatura ao Planalto em 2026

Governador de Goiás diz respeitar a decisão do ex-presidente, mas defende múltiplos nomes da direita no 1º turno e união no 2º contra o PT

02/02/2026 às 10:37 por Redação Plox

O anúncio de apoio de Jair Bolsonaro à pré-candidatura do filho, Flávio Bolsonaro, à Presidência em 2026 redesenhou o tabuleiro político e gerou reação imediata em um dos principais nomes da direita, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Caiado reage ao apoio de Bolsonaro ao filho: 'minha candidatura não nasce de indicação'

Caiado reage ao apoio de Bolsonaro ao filho: 'minha candidatura não nasce de indicação'

Foto: SECOM-GO


Caiado mantém pré-candidatura e diz focar em clamor popular

Em conversa exclusiva com o BacciNotícias, Caiado adotou tom de serenidade ao comentar a decisão de Bolsonaro e reforçou que segue firme em sua própria pré-candidatura.

O governador afirmou respeitar o posicionamento do ex-presidente, tanto como líder político quanto como pai, mas fez questão de marcar diferença em relação à sua trajetória. Segundo ele, sua pretensão ao Planalto está ancorada em um clamor popular por alternativa, e não em arranjos internos.

Caiado apresentou sua movimentação como resposta a um segmento do eleitorado que busca uma candidatura capaz de unificar o país sob uma agenda de lei, ordem e estabilidade institucional.

Estratégia de múltiplas candidaturas na direita

Ao analisar o cenário eleitoral, o governador defendeu que a presença de mais de um nome no campo conservador, no primeiro turno, é uma estratégia inteligente para enfrentar o PT. Na avaliação dele, o eleitorado tende a distinguir quem reúne mais experiência executiva para lidar com problemas concretos do país.

Ele advertiu que uma convergência precoce em torno de uma única candidatura da direita facilitaria o jogo do atual governo federal, que poderia concentrar seus esforços contra um só adversário.

Uma candidatura única no primeiro turno é tudo o que o Lula quer, para despejar a máquina pública e aniquilar quem for escolhido

Ronaldo Caiado

Unidade no segundo turno como horizonte

Mesmo defendendo a pulverização de candidaturas no início da disputa, Caiado avaliou que o campo conservador tende a se reunir mais à frente. Para ele, a expectativa é de que, passado o primeiro turno, a direita se alinhe em torno do nome que avançar à fase final da eleição.

Nessa lógica, o governador projeta um cenário em que eventuais divergências internas sejam deixadas de lado em favor de um objetivo comum: construir uma frente unificada contra o PT no segundo turno, independentemente de quem liderar esse bloco nas urnas.

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