Salário mínimo sobe para R$ 1.621 em 2026 e reajuste já impacta benefícios do INSS
Aumento de 6,79% (R$ 103) foi definido pelo Decreto 12.797/2025, com base no INPC e no crescimento do PIB, limitado pelo arcabouço fiscal
As aulas na rede estadual de ensino de São Paulo foram retomadas nesta segunda-feira (2), alcançando cerca de 3,1 milhões de estudantes. O início do ano letivo é marcado pela implementação do programa de escolas cívico-militares, que passa a atender alunos do ensino fundamental e médio em 100 unidades distribuídas por 89 municípios.
Imagem ilustrativa.
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O modelo estreia com atraso, em razão de decisões judiciais que chegaram a suspender temporariamente a contratação de monitores policiais militares. O governo havia previsto o começo do programa para o segundo semestre letivo de 2025, mas o edital para seleção desses agentes só foi liberado em agosto, após o retorno das aulas.
Policiais militares da reserva atuarão como monitores nessas escolas, com funções voltadas à segurança, disciplina, acolhimento e à “promoção de valores cívicos”. O desempenho dos profissionais será avaliado semestralmente por diretores e alunos, com o objetivo de medir a adaptação e a permanência no modelo.
De acordo com a Secretaria Estadual da Educação (Seduc), as unidades participantes do programa seguirão as diretrizes do Currículo Paulista.
A rede estadual deve alcançar 231 mil matrículas na educação profissional em 2.212 escolas de todo o estado, segundo a Seduc. Em 2023, eram 35 mil vagas.
O número de cursos técnicos também foi ampliado. A partir deste ano, passam a ser 11 opções: eletrônica, meio ambiente, administração, agronegócio, ciência de dados, desenvolvimento de sistemas, enfermagem, farmácia, hospedagem, logística e vendas. Outras 60 formações continuam sendo oferecidas em parceria com o Senai-SP e o Senac-SP.
Estudantes da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio Técnico seguem aptos a participar do Programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM). Em 2025, a Seduc-SP encerrou o ano com 10 mil alunos contratados por empresas parceiras.
Os estagiários recebem bolsas mensais de até R$ 851,46, a depender do curso. A expectativa da secretaria é abrir mais 30 mil vagas até o segundo semestre de 2026.
O programa de tutoria para recomposição da aprendizagem em língua portuguesa e matemática será ampliado para estudantes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental.
Nos anos iniciais, o foco será a alfabetização e o letramento matemático. Do 6º ao 9º ano, a iniciativa atenderá alunos com maior defasagem nessas disciplinas. O número de escolas participantes nos anos finais vai crescer de 2.800 para 3.400.
Os estudantes são selecionados a partir de resultados do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), da Prova Paulista e de avaliações diagnósticas. As aulas de tutoria acontecem no mesmo turno em que o aluno está matriculado.