Terceirizados da educação ocupam entrada da Smed em BH e ampliam greve na rede municipal
Manifestantes contratados pela MGS bloquearam o acesso ao prédio e fizeram caminhada no centro; categoria cobra avanço nas negociações e fim da escala 6×1
02/03/2026 às 12:38por Redação Plox
02/03/2026 às 12:38
— por Redação Plox
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Trabalhadores terceirizados da educação ocuparam, na manhã desta segunda-feira (2/3), a entrada da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (Smed), em mais um capítulo da greve que atinge a rede municipal da capital mineira.
Contratados pela MGS, empresa pública de administração, os manifestantes bloquearam o acesso ao prédio e se mantiveram concentrados no local ao longo da manhã. Eles também caminharam pelo centro de Belo Horizonte, carregando cartazes com pedidos pelo fim da escala 6×1, o que ampliou o ato e elevou a pressão sobre a Prefeitura de Belo Horizonte.
A categoria cobra garantias trabalhistas, recomposição salarial e responsabilização da Prefeitura de BH na transição de contratos
Foto: Divulgação/SindRedeBH
Greve se prolonga e aumenta tensão com a prefeitura
A mobilização ocorre após uma semana de impasse nas negociações. A categoria afirma que acordos discutidos anteriormente não foram cumpridos e critica a falta de avanço nas tratativas. Do outro lado, a administração municipal já sinalizou a possibilidade de corte de ponto dos grevistas, o que intensificou o clima de tensão.
A paralisação afeta o funcionamento de unidades escolares da capital, sobretudo nos serviços de apoio, como limpeza, portaria e merenda. Em nota, o SindRede-BH informou que a greve será mantida até que haja uma proposta formal considerada satisfatória pela categoria.
Principais reivindicações dos trabalhadores terceirizados
Entre as principais demandas apresentadas pelos terceirizados da educação estão:
Garantia de que qualquer novo contrato de trabalho respeite os direitos já conquistados, com contratação via CLT;
Rejeição à contratação por meio de cooperativas, que, segundo a categoria, descaracterizam o vínculo empregatício ao tratar trabalhadores como “cooperados”;
Garantia de pagamento das verbas rescisórias pela empresa atual em caso de migração;
Manutenção da proposta de recomposição salarial apresentada pela Smed, ao final de 2025, às trabalhadoras da Cantina e Apoio ao Educando, independentemente da formalização de novos contratos;
Recomposição salarial para trabalhadores da Faxina, Portaria, Artífices e Mecanógrafos em patamar próximo ao ofertado às cantineiras e ao Apoio ao Educando, independentemente da empresa contratante;
Reconhecimento formal da prefeitura como responsável subsidiária em quaisquer contratos de terceirização.
As reivindicações reforçam a tentativa da categoria de assegurar direitos trabalhistas e melhores condições de contratação e remuneração em futuros acordos com a administração municipal.